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Lula critica tarifa dos EUA e diz que “não vai se humilhar” para negociar com Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 6, que não vê espaço, neste momento, para dialogar com o presidente americano, Donald Trump. A medida, anunciada de forma unilateral pela Casa Branca, começa a valer nesta quarta-feira (6) e afeta diretamente a competitividade de diversos setores brasileiros no mercado norte-americano.

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Em entrevista à agência Reuters, Lula disse que, embora não hesite em estabelecer contato com Trump, a atual conjuntura não indica disposição do governo americano para negociações.

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“No dia em que minha intuição disser que Trump está pronto para conversar, não hesitarei em ligar para ele. Mas hoje minha intuição diz que ele não quer conversar. E eu não vou me humilhar”, afirmou o presidente.

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A nova tarifa foi justificada pelo governo Trump como uma resposta a “erros do governo brasileiro”, sem detalhamento técnico até o momento. Lula, por sua vez, criticou o teor das comunicações enviadas por Washington. “Eu não tenho para que ligar para o presidente Trump, porque nas cartas que ele mandou e, nas decisões, ele não fala em momento algum em negociação, ele faz somente novas ameaças. Na outra carta que ele anuncia os 50%, diz textualmente: ‘é porque o governo está cometendo erros’”, disse Lula. “Ele que cuide dos EUA. Do Brasil, cuidamos nós.”

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A medida norte-americana atinge setores estratégicos das exportações brasileiras, como o agronegócio, siderurgia e produtos manufaturados. Ainda não há estimativas oficiais sobre o impacto financeiro, mas entidades do setor produtivo demonstram preocupação com a perda de mercado e aumento de custos logísticos.

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Diante do impasse, o presidente afirmou que pretende discutir o tema com líderes dos países do Brics. Segundo ele, uma reunião com os presidentes da Índia, Narendra Modi, e da China, Xi Jinping, está sendo articulada para avaliar os efeitos do tarifaço e uma eventual resposta conjunta. “Vou tentar fazer uma discussão com eles sobre como é que cada um está dentro da situação, qual é a implicação que tem em cada país, para a gente poder tomar uma decisão”, declarou.

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O Itamaraty, até o momento, não confirmou se o Brasil pretende acionar mecanismos multilaterais como a Organização Mundial do Comércio (OMC), mas interlocutores do governo admitem que o caso está sendo avaliado pela assessoria jurídica do Ministério das Relações Exteriores.

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