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Brasil e outros países deixam plenário da ONU durante discurso do primeiro-ministro de Israel

Com a sala praticamente vazia, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez nesta sexta-feira (27) seu discurso no quarto dia de debates da 78ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque. Vários diplomatas e delegações se retiraram antes do início da fala, e, entre as potências mundiais presentes, como Estados Unidos e Reino Unido, apenas jovens diplomatas participaram em lugar de altos funcionários ou embaixadores.

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Durante o discurso, Netanyahu destacou a cooperação com os Estados Unidos para impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares. O líder israelense mostrou um mapa da região do Médio Oriente intitulado “a maldição”, referindo-se ao que chamou de “eixo de terror iraniano”, e realizou um pop quiz com perguntas de escolha múltipla para interação com o público presente.

O primeiro-ministro também fez constantes elogios ao ex-presidente Donald Trump, considerado seu principal aliado na política e estratégia militar regional. Em relação ao conflito em Gaza, Netanyahu afirmou que Israel “deve terminar o trabalho” contra o Hamas, mesmo diante do crescente isolamento internacional por não encerrar a guerra.

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Em referência aos ataques de 7 de outubro, Netanyahu exibiu um pin na lapela com um código QR contendo imagens do massacre e convidou o público a escanear para compreender “porque é que lutamos e porque vamos vencer”. “Nunca nos vamos esquecer”, afirmou sobre os ataques da milícia armada Hamas.

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O líder israelense anunciou ainda que o discurso estava sendo transmitido ao vivo nos celulares dos habitantes de Gaza e em alto-falantes na Faixa. Em mensagem aos reféns detidos no enclave, declarou: “Nossos heróis bravos, não nos esquecemos de vocês. O povo de Israel vai continuar a lembrar-se de vocês, não descansaremos até vos trazer de volta a casa”. Aos palestinianos e ao Hamas, Netanyahu direcionou: “Baixem as armas, deixem o meu povo ir, libertem os reféns”.

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Questionado sobre a solução de dois Estados, defendida por Portugal e por diversos países que reconheceram a Palestina, Netanyahu acusou os palestinianos de rejeitar o modelo e afirmou que, sempre que receberam território, usaram-no para atacar Israel.

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O discurso de Netanyahu ocorreu um dia depois da fala do presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, que acusou Israel de cometer “crimes contra a humanidade” e de promover uma guerra de genocídio, destruição, fome e deslocamento. Abbas participou por vídeo, após ter seu visto negado pelos Estados Unidos, e pediu à comunidade internacional que pressione Israel pelo fim da violência e pelo respeito aos direitos palestinianos.

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