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Gonçalves diz que queria ter “nascido em outro tempo” para tirar Moraes “de outra forma”

O deputado federal bolsonarista Sargento Gonçalves (PL) afirmou nesta segunda-feira (29) que queria que “queria muito ter nascido em outro tempo” para tirar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), “de outra forma da cadeira”. A fala aconteceu durante coletiva de imprensa da oposição, em Brasília, para comentar o novo pedido de impeachment contra o magistrado.

“Existem milhões de pessoas no nosso país que passam as madrugadas em claro orando. Mulheres, homens de bem que oram para que haja justiça em nosso país. Então, ministro Alexandre de Moraes, eu tenho esperança que seu tempo tá chegando. É bem verdade que eu queria muito ter nascido em outro tempo, onde de fato eu pudesse tirar de outra forma esse ministro da cadeira onde ele está. Um ministro que envergonha e que não tem legitimidade de estar na posição que ocupa”, disse o deputado.

O novo pedido de impeachment se soma a mais de 40 já presentes no Senado. A intenção dos deputados e senadores é conseguir ao menos 200 assinaturas até fevereiro de 2026. Segundo o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto (PL-RJ), o grupo já possui assinaturas de 100 deputados e 14 senadores.

Outros parlamentares bolsonaristas do Rio Grande do Norte também endossam o pedido, como o senador Rogério Marinho (PL) e os deputados Carla Dickson (União) e General Girão (PL). Na coletiva de imprensa, apenas Girão e Gonçalves estavam presentes.

O novo pedido foca no suposto envolvimento e atuação de Moraes em prol do Banco Master. Reportagem do jornal O Globo citou contatos entre o ministro e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. Moraes e o Banco Central negam qualquer interferência ou atuação do magistrado no processo que resultou na liquidação do Master e apontam que os ocorreram no âmbito institucional, sem relação com a situação específica do banco.

No início de dezembro, o ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendeu a possibilidade de qualquer pessoa apresentar pedidos de afastamento dos integrantes da Corte, e determinou, de forma liminar, que cabia apenas à PGR (Procuradoria-Geral da República) a competência de apresentar pedidos do tipo. Já no dia 10, diante da tensão causada pela decisão, o ministro recuou e suspendeu parcialmente a liminar proferida.

Fonte: saibamais.jor.br

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