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Natal terá ato em contra ofensiva dos EUA na Venezuela e por libertação de Maduro

Nesta segunda-feira (5), Natal (RN) terá ato em defesa da soberania dos povos e contra os ataques militares dos Estados Unidos à Venezuela, que na madrugada de 3 de janeiro resultaram na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

A ação em Natal está marcada para as 15h30, em frente ao Midway Mall, e se soma às mobilizações que vêm ocorrendo desde o fim de semana no Brasil e no mundo em repúdio à ação norte-americana, considerada por críticos uma violação flagrante da soberania venezuelana e do direito internacional.

Protestos no Rio Grande do Norte e no Brasil

No Rio Grande do Norte, além de Natal, Mossoró já realizou uma manifestação no domingo (4) em solidariedade ao povo venezuelano e contra a intervenção dos EUA. Movimentos locais se organizaram para denunciar a ofensiva e discutir a importância da autodeterminação dos povos diante de ações militares externas.

Outras cidades brasileiras também realizaram atos articulados por movimentos sociais e sindicais. Em São Paulo, manifestantes percorreram a Avenida Paulista com cartazes como “Fora Trump da Venezuela” e “Solidariedade com o povo venezuelano”, criticando a captura de Maduro e a intervenção militar. O mesmo repúdio às ações estadunidenses foi exibido em manifestações menores, mas expressivas, em Brasília (DF), refletindo divisões e reações diversas no interior da sociedade brasileira.

Novos protestos estão convocados para esta segunda-feira em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre, em um esforço coletivo para ampliar a pressão contra o que chamam de intervenção imperialista.

Uma onda global de protestos

Ao redor do mundo, as reações populares também ganharam escala. Nos Estados Unidos, manifestações surgiram em mais de 100 cidades, incluindo Washington, Boston, Los Angeles, Atlanta, Chicago e Miami, com protestos que exigiam “Nenhuma guerra contra a Venezuela” e “Defendam Maduro”, denunciando as ações de Washington como ilegítimas e movidas por interesses geopolíticos e econômicos.

Na Europa, cidades como Madri, Munique, Hamburgo e Nuremberg também registraram marchas e concentrações contra a intervenção militar, enquanto organizações sociais na Austrália promoveram protestos em cidades como Sydney e Melbourne sob o lema “Mãos fora da Venezuela”. Em países como Índia (Bhubaneswar), grupos de esquerda saíram às ruas para apontar o ataque estadunidense como violação da soberania venezuelana.

Contexto histórico recente

A crise venezuelana já vinha marcada por tensões internacionais nos últimos anos, com sanções econômicas, bloqueios e operações militares no Caribe consideradas pelos críticos como parte de uma política de hostilidade da administração norte-americana. A decisão dos Estados Unidos de derrubar e capturar Nicolas Maduro, sob acusações de narcotráfico e corrupção, foi imediatamente denunciada por governos como os de Brasil, México, Chile e Espanha como uma afronta ao direito internacional e à soberania nacional de um país independente.

Leia também – Narrativa de fraude é usada para sustentar agressão à Venezuela, critica pastor dos EUA

Autoridades venezuelanas e setores da esquerda global classificaram a operação como violação flagrante da ordem democrática e exigiram a liberação imediata de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, reafirmando a necessidade de uma solução pacífica e soberana para a situação política no país.

O que está em disputa

Para os organizadores dos atos em Natal e em outras cidades, a mobilização de hoje não é apenas reação a um evento pontual, mas expressão de um movimento internacional que defende o respeito à soberania dos Estados, a autodeterminação dos povos e a diplomacia como caminho para resolver conflitos. As manifestações buscam também afirmar solidariedade ao povo venezuelano e questionar padrões de intervenção que marcaram a política externa de grandes potências ao longo da história.

Nesta segunda-feira, a expectativa é que as ações em Natal e em outras localidades continuem a ecoar essas demandas, conectando debates locais e nacionais a uma resposta política mais ampla sobre intervenção, soberania e direitos internacionais.

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Fonte: saibamais.jor.br

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