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AtualizaçõesErilânia Marreiro assume Pesca e Aquicultura do RN aos 29 anos

Erilânia Marreiro assume Pesca e Aquicultura do RN aos 29 anos

Aos 29 anos, a advogada Erilânia Marreiro assume a Subsecretaria de Pesca e Aquicultura do Rio Grande do Norte, vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (SAPE). Jovem, mulher e natural de Macau, ela chega ao cargo defendendo o fortalecimento institucional, a ampliação da representatividade e a continuidade de políticas públicas voltadas a um dos setores mais estratégicos da economia estadual.

“Assumir a Subsecretaria de Pesca e Aquicultura do Rio Grande do Norte, sendo uma mulher jovem, representa, antes de tudo, um compromisso com a administração pública e com a missão institucional que o cargo exige”, afirma. Para Erilânia, ocupar um espaço historicamente dominado por homens reforça a importância de diversificar os perfis na gestão pública. “Essa ocupação reafirma a importância de incorporar diversidade, sensibilidade social e diferentes perspectivas na formulação e execução das políticas públicas”, pontua.

Graduada em Direito e com atuação no campo do Direito Público, a nova subsecretária avalia que a formação jurídica contribui para uma condução mais consistente das ações governamentais. “O domínio dos instrumentos legais e administrativos permite compreender, com clareza, os limites e as possibilidades da atuação estatal”, explica, ao destacar a necessidade de garantir legalidade, eficiência e transparência. Segundo ela, esse olhar técnico também fortalece a proteção dos direitos das comunidades pesqueiras, assegurando que as iniciativas alcancem quem está na ponta.

Nascida em Macau, no litoral do estado, Erilânia carrega a vivência no território como elemento central de sua atuação. “Macau não é apenas meu lugar de origem, é parte constitutiva da minha identidade pessoal e política”, diz. O contato direto com pescadores, marisqueiras e aquicultores, desde cedo, influencia sua percepção sobre a pasta que assume. “Essa vivência molda de forma permanente meu olhar sobre o setor: um olhar atento, comprometido e ancorado na realidade concreta de quem vive da pesca e da aquicultura.”

Ao analisar a relevância da atividade para o Rio Grande do Norte, a subsecretária ressalta o impacto econômico, social e cultural. “A pesca e a aquicultura têm um papel central no desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Norte”, afirma, citando tanto a pesca industrial, voltada à exportação, quanto a pesca artesanal, responsável por renda, segurança alimentar e preservação de saberes tradicionais. Na aquicultura, ela lembra que o estado se consolidou como referência nacional: “somos o segundo maior produtor de camarão do país e líder na produção de ostras nativas, ainda estamos avançando no cultivo de peixes como a tilápia.”

Entre as necessidades atuais do setor, Erilânia aponta que é preciso ampliar a regularização das atividades, facilitar o acesso ao crédito, garantir assistência técnica permanente e melhorar a infraestrutura produtiva. Também destaca como desafios o fortalecimento das organizações representativas, a ampliação de políticas voltadas às mulheres e o enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas.

Para o novo ciclo de gestão, a subsecretária defende a continuidade das ações já em curso. “A prioridade é dar continuidade ao trabalho sério e comprometido que vem sendo construído na Subsecretaria de Pesca e Aquicultura ao longo dos últimos anos”, afirma, ao reconhecer o trabalho desenvolvido por David Soares e Luisa Medeiros. Entre as principais iniciativas previstas para 2026 está a interiorização da carcinicultura. “O programa tem como objetivo inserir 150 novos microprodutores de camarão em todo o estado ao longo de 2026”, explica, destacando a parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura, a Funcern e o Sebrae.

As ações, segundo ela, dialogam com a estratégia de desenvolvimento do Governo do Estado. “Todas essas ações estão alinhadas ao projeto de desenvolvimento do Governo do Estado, liderado pela governadora professora Fátima Bezerra”, afirma, ao defender a pesca e a aquicultura como vetores de crescimento com justiça social e inclusão produtiva.

Sobre o legado que pretende deixar, Erilânia declara: “espero contribuir para a construção de um legado marcado pelo compromisso com o interesse público, pela seriedade na gestão e pela proximidade com quem está na ponta”. Às jovens mulheres que desejam ocupar espaços de decisão no serviço público, ela deixa um recado: “esses lugares também nos pertencem e são resultados de trajetórias construídas com estudo, trabalho e compromisso coletivo”.

Fonte: saibamais.jor.br

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