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UFRN cria mesa e cadeira adaptadas para estudante com autismo e baixa visão

Benício,  8 anos de idade, estuda no Núcleo de Educação da Infância da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (NEI/UFRN). Com autismo e baixa visão, o processo de aprendizagem é um desafio diário, principalmente, em sala de aula. Para trazer mais conforto e melhorar as condições de aprendizagem, foi pensada e personalizada uma solução para atender às necessidades sensoriais, ergonômicas e visuais da criança que partiu da Comissão Permanente de Inclusão e Acessibilidade do NEI em conjunto com a  Secretaria de Inclusão e Acessibilidade (SIA/UFRN). 

A proposta era criar um mobiliário que proporcionasse mais conforto, segurança e autonomia durante as atividades escolares de Benício. O trabalho contou com apoio e a interação de uma equipe multidisciplinar, como a Escola de Ciências e Tecnologia (ECT/UFRN), os estudantes de Ciências e Tecnologias Aplicadas (CTA), com ênfase em Engenharia Biomédica, disciplina de extensão do curso de Ciências e Tecnologia (C&T), em parceria com outros setores da UFRN.

O Projeto da mesa e cadeira foram pensados para melhor ergonomia da criança. Uma criança com baixa visão necessita de um plano inclinado para aproximar o material da sua visão. No caso do aluno o plano inclinado separado da mesa tornava difícil a utilização, nesse caso foi pensado um tampo inclinado, onde a inclinação pode ser adequada a necessidade da criança e, caso não esteja utilizando com essa finalidade volte a posição normal. A mesa possui também um acessório de metal, feito para apoiar livros e fixar folhas de atividades com ímãs”, explica Andrezza Cristina da Silva Barros Souza, professora da Escola de Ciência e Tecnologia do curso de Bacharelado em C&T da UFRN.

Foto: Cícero Oliveira

A cadeira utilizada pelo estudante também recebeu adaptações específicas, executadas por Ilmara Pinheiro, técnica de Laboratório do Departamento de Engenharia Têxtil (DET/UFRN). A equipe da SIA à frente da proposta foi composta pela fisioterapeuta Lívia Oliveira, pela psicóloga Danielle Garcia e pelas pedagogas Marília do Vale e Juliana Barreto. Já do ponto de vista pedagógico e clínico, a iniciativa reuniu informações fornecidas pelo professor da criança, pela equipe do Atendimento Educacional Especializado (AEE) do NEI e pela fisioterapeuta da SIA, que acompanhou o caso. 

A mesa foi pensada para necessidades exclusivas do aluno Benício. Essa parceria estabelecida com a SIA irá proporcionar aos alunos uma vivência de resolução de problemas reais, e um retorno social que não tem preço para os beneficiados. No momento, a mesa será experimentada pelo aluno no ano letivo de 2026, pois o período de utilização de 2025 foi curto para verificar possíveis alterações no projeto”, detalha a professora da UFRN.

Por enquanto, a UFRN não tem um projeto para realizar a adaptação do mobiliário escolar em grande escala.

Não sabemos ainda como poderemos fazer isso. A mesa foi efetuada com materiais reaproveitados da UFRN, do tampo da mesa à estrutura metálica. Tudo foi elaborado pelos alunos. Não temos um orçamento específico para essa mesa, estamos efetuando esse estudo para ver a possibilidade de execução do projeto”, revela Andrezza.

 Foto: Felipe Ribeiro

Enquanto a proposta é gestada, Benício já tem mobiliário novo para começar o ano de 2026 da melhor forma.

O pedido do NEI para a SIA surgiu pela necessidade de auxiliar a criança a manter uma postura ao realizar as atividades em sala. Devido a baixa visão, ele ficava muito curvado sobre a mesa para poder ver melhor o que precisava ser feito, como um desenho ou a leitura de um livro. A mesa foi pensada para reduzir estímulos, favorecer uma postura adequada, acomodar estereotipias de membros inferiores, melhorar a leitura/escrita e permitir ajustes de altura e inclinação. Os resultados esperados são que a melhora na postura da criança, auxilie em seu aprendizado e proporcione mais conforto, segurança e autonomia”, detalha a professora da UFRN.

*Com informações da UFRN

Fonte: saibamais.jor.br

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