A Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PCdoB e PV, quer ampliar a presença no Congresso Nacional a partir de 2027. Para isso, conta com um planejamento no Rio Grande do Norte que projeta dobrar a bancada federal na Câmara, passando de dois para quatro deputados.
Atualmente, os mandatos são ocupados pelos petistas Natália Bonavides e Fernando Mineiro, que são pré-candidatos à reeleição, e outros nomes querem se juntar a eles. Na lista estão atuais parlamentares (da Assembleia Legislativa ou Câmara) e políticos sem mandato.
No PT, os dois nomes mais fortes — além de Natália e Mineiro — são Samanda Alves e Odon Júnior. Ela é vereadora por Natal e atual presidenta estadual do PT; já ele foi prefeito de Currais Novos até 2024 e elegeu seu sucessor, Lucas Galvão.
“A gente tem até um problema bom, porque nós temos mais nomes colocados do que vagas na federação para a nominata federal, e eu acho que isso é muito motivado pela situação do Congresso Nacional”, avalia Samanda Alves.
Ela cita questões como o corte no orçamento das universidades federais aprovado pelo Congresso em dezembro passado — o governo Lula anunciou uma recomposição na terça-feira (20); a PEC para blindar parlamentares de investigações e a pauta de prioridades a temas como a redução da escala 6×1.
“Então, eu acho que esse tem o motivador para que mais companheiros e companheiras, não só do PT mas do campo progressista, estejam colocando seus nomes à disposição”, analisa.
No Partido Verde, os nomes fortes para a Câmara Federal são a vereadora de Natal, Thabatta Pimenta (de saída do PSOL), e o deputado estadual Dr. Bernardo (de saída do PSDB).
“O PV para federal já está fechado. Não há vagas”, diz Rivaldo Fernandes, presidente estadual da sigla.
No PCdoB, um dos nomes que podem chegar é Rafael Motta, que foi candidato a senador em 2022 e a prefeito de Natal em 2024. Divanilton Pereira, presidente estadual do Partido Comunista, considera que o ex-deputado federal tem o perfil da Federação e uma trajetória identificada com o campo progressista.
“Nós tivemos duas boas conversas, mas ainda não temos uma conclusão definitiva. As conversas prosseguirão nos próximos dias”, revela.
Pereira acredita que a Federação Brasil da Esperança, tanto na nominata federal e estadual, será uma das mais competitivas.
“Não à toa, ela tem sido um espaço de atração política programática importante, tal a dimensão de sua competitividade. Então, sim, eu creio que esta federação possa alcançar, de forma histórica, quatro cadeiras na Câmara Federal. Seria uma coisa muito importante para o Rio Grande do Norte, mais ainda para o Brasil”, aponta.
Executivo
Para compor as chapas majoritárias, as articulações internas seguem. Os únicos nomes certos são o de Cadu Xavier para governador e Fátima Bezerra para a primeira vaga de senadora. Restam ainda vice, segunda cadeira do Senado e suplências, mas os partidos já apontam seus nomes à disposição. É o caso do PV, que apresentou Rivaldo Fernandes para a segunda vaga ao Senado; no PCdoB, podem reforçar a majoritária a secretária estadual Júlia Arruda ou o ex-vice-governador e atual Procurador-Geral do Estado, Antenor Roberto.
Fora da Federação, entre os demais partidos aliados, também há indicações. O PDT quer o ex-senador Jean Paul Prates concorrendo a um novo mandato — ele oficializou a saída do PT em novembro com vistas a tentar um novo mandato. No PSB, uma possibilidade é da ex-deputada Larissa Rosado formar chapa como vice de Cadu.
“Nós estamos numa construção interna, não só com a Federação, mas também com o grupo de outros partidos do campo progressista e popular aqui do Rio Grande do Norte. Todos eles estão sendo ouvidos”, diz Samanda Alves.
Fonte: saibamais.jor.br





