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Após vitória da base sobre direção, servidores da UFRN dão início à greve

Os servidores técnico-administrativos da UFRN deram início na manhã desta segunda-feira (23) à greve da categoria, que havia sido aprovada em assembleia na última quinta-feira (19). Os trabalhadores cobram o cumprimento integral do acordo de greve firmado com o governo federal referente ao movimento paredista de 2024 e dizem que 17 pontos não foram cumpridos.

No centro do debate, está a exclusão dos aposentados do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e a ausência de avanços em pautas estruturais, como a implementação das 30 horas para todos.

Na sexta (20), a paralisação foi comunicada oficialmente à Reitoria. Em nota publicada neste domingo (22), a direção do Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação no Ensino Superior (Sintest), que dirige a categoria, confirmou sua posição.

A direção era contrária à greve neste momento, mas foi derrotada e a paralisação passou com margem apertada, de 53,5% a 41,7%, além de 4,8% de votantes que se abstiveram.

No comunicado, a direção afirma que a conjuntura atual exige cautela e ressalta que a greve integra a trajetória histórica de mobilização e conquistas da categoria.

“Contudo, defendemos que, neste momento, a prioridade deveria ser a consolidação dos resultados obtidos na greve de 2024, especialmente no que se refere à institucionalização do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) em lei”, diz o texto.

Na semana passada, a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp) da UFRN chegou a anunciar o início das atividades do Grupo de Trabalho (GT) para orientações sobre o RSC para esta segunda, mas suspendeu o início em virtude da deflagração da greve.

“A recente suspensão da portaria interna da UFRN relacionada ao RSC constitui um elemento que reforça as preocupações apresentadas pela Direção e que merece a devida reflexão por parte da categoria. Nesse contexto, também registramos apreensão quanto a possíveis impactos na regulamentação e na futura implantação do RSC, matéria que ainda se encontra em tramitação no Senado Federal, por meio do Projeto de Lei nº 6.170/2025”, afirma a direção do Sintest.

Na avaliação apresentada, a direção considera que a deflagração de greve neste momento poderia, eventualmente, gerar repercussões políticas que contribuam para o atraso na apreciação da matéria legislativa.

“Caso tal cenário venha a se confirmar, existe o risco de que a categoria enfrente um contexto semelhante ao vivenciado pelos servidores Técnico-Administrativos em Educação (TAE) no período de 2017 a 2022, marcado por maiores restrições ao avanço de pautas e negociações de interesse da categoria”, apresenta a nota.

Coordenador jurídico do sindicato, Wellington Soares ressaltou que a direção vai acatar a greve mesmo tendo sido derrotada. Com a assembleia desta segunda, a responsabilidade do movimento paredista passa a ser do comando local de greve.

“A unidade sindical é um princípio que nós precisamos manter, e quanto mais unidos e fortes, nós teremos nossos avanços. Não resta outra coisa agora a não ser formarmos o nosso comando de greve, arregaçar a manga e vamos para a luta que agora só nos resta lutar”, disse Soares.

Cabo de guerra

Vigilante da UFRN, Sandro Pimentel defendeu a greve e a classificou como um “cabo de guerra”. Segundo ele, da mesma forma que há perigos de perdas, há a chance de ganhos para a classe. Até agora, disse o dirigente sindical, todas as greves do Sintest tiveram ganhos.

Pimentel faz parte da coordenação da Fasubra, federação que reúne os sindicatos de trabalhadores técnico-administrativos em instituições de ensino superior públicas, e integra a oposição à direção do Sintest em nível local.

“A greve é um cabo de guerra. Tá o patrão de um lado e a classe trabalhadora do outro. Quem tiver mais força é quem leva. ‘Ah, mas a greve tem muito risco de eu perder’. Tem. Quem vai dizer que não tem? Alguém entra numa guerra e não tem risco? Tem risco. Óbvio que tem o risco de perder, mas também a oportunidade de vencer. Quando você se acovarda aí esse risco não tem”, afirmou ele, que explica que a luta é pelo cumprimento do acordo de greve:

“A gente tá lutando apenas pelo acordo de greve. A gente não tá lutando para ampliar nada. É o que está assinado, 1 ano e 8 meses assinado e o governo não cumpre. Só isso, nada mais”, completou Sandro Pimentel.

A próxima assembleia dos servidores técnico-administrativos acontece na quarta-feira (25), e a primeira reunião do comando local de greve, nesta terça (24). Em 2 de março, os sindicalistas eleitos para o comando nacional devem participar das primeiras atividades em Brasília.

Fonte: saibamais.jor.br

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