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AtualizaçõesMulheres do MST fazem protestos em duas regiões do RN

Mulheres do MST fazem protestos em duas regiões do RN

As mulheres que integram o MST no Rio Grande do Norte começaram a segunda-feira (9) com protestos em duas regiões do estado. Com ações na BR-101, em Touros, e na BR-405, na Chapada do Apodi, as sem-terra reivindicam o cumprimento da pauta do movimento ao Governo do Estado e denunciam os impactos dos megaprojetos de energia eólica.

As ações na região Oeste e no litoral Norte do estado fazem parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, realizada neste ano de 8 a 12 de março, em todo o Brasil. 

Entre as urgências no Oeste está a agilidade e conclusão da desapropriação das terras do Distrito de Irrigação do Baixo Açu (Diba), onde cerca de 100 famílias aguardam para serem assentadas. Outros 10 acampamentos também reivindicam terra, na região que está há 20 anos sem ter nenhuma desapropriação.

Saiba Mais: Alvo de críticas do agro, MST produz variedades de alimentos no Baixo Açu

Em dezembro, o MST fez um protesto semelhante cobrando o assentamento, e depois obteve uma conquista: a publicação, pelo Governo do Estado, da chamada pública que vai selecionar as famílias agricultoras interessadas interessadas em adquirir lotes irrigáveis no Diba. As famílias já produzem no local uma variedade de alimentos, como banana, macaxeira, feijão e batata.

Capital energético

Já em Touros, as mulheres denunciam o avanço do capital energético e a territorialização das empresas, fomentado por meio da energia eólica e principalmente dentro das áreas de reforma agrária. Segundo o MST, esse avanço ameaça as famílias do campo, restringe o uso da terra e coloca em risco os territórios e a natureza.

“Causa a desterritorialização das famílias, tira as famílias dos seus territórios a partir de contratos abusivos, onde as famílias perdem o direito ao uso da sua terra”, diz Morgana Souza, da coordenação do MST. 

Foto: MST-RN

“A gente não é contra a energia eólica, nós somos contra o formato que ela vem sendo desenvolvida nos territórios, que não respeita a biodiversidade, não respeita as comunidades, não respeita a natureza em geral”, aponta Souza.

Com o lema “Reforma Agrária Popular: enfrentar as violências, ocupar e organizar!”, a jornada acontece de 8 a 12 de março em todo o país. As ações denunciam a paralisação da Reforma Agrária no Brasil e o modelo que prioriza o agronegócio e a produção de commodities, aprofundando desigualdades, violência no campo, fome e pobreza.

Fonte: saibamais.jor.br

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