Natal recebe neste sábado (28) mais uma ação que une arte, política e mobilização social no enfrentamento à violência de gênero. A partir das 15h30, o espaço cultural Casa da Anna, em Ponta Negra, será palco do sarau “Novos Caminhos, Solos Distantes”, atividade que integra a programação do Festival Grito de Mujer, movimento internacional que articula arte e ativismo em defesa das mulheres.
Com o mote “Nossa poesia também é rede de resistência”, o encontro propõe um espaço de escuta e partilha, reunindo histórias atravessadas por coragem, migração e enfrentamento à violência, transformadas em expressão poética. A proposta é fortalecer vínculos coletivos e dar visibilidade a narrativas muitas vezes silenciadas, utilizando a literatura como instrumento de denúncia e reconstrução.
A iniciativa dialoga com o eixo temático do festival e se conecta à produção cultural potiguar, incorporando artistas locais e ampliando o debate sobre violência de gênero no campo das artes. O sarau também reforça o papel da poesia como ferramenta política e de elaboração simbólica das experiências vividas por mulheres.
A atividade conta com apoio do coletivo Mulherio Nísia e da Casa da Anna, e será conduzida por agentes da cena literária de Natal. Participam da construção do evento as artistas e produtoras culturais Patrícia Almeida, Rejane Souza e Marieta Maia, que atuam em projetos independentes voltados à promoção da arte e da cultura na capital potiguar.
Movimento internacional
Criado na República Dominicana, o Festival Grito de Mujer consolidou-se ao longo dos anos como uma rede global de mobilização sociocultural. Presente em diversos países, o festival reúne artistas, coletivos e instituições em ações que articulam arte e conscientização social.
Em Natal, a programação deste ano teve início no último dia 11 de março, com uma atividade realizada na sede da OAB que reuniu especialistas e público em torno do debate sobre a violência contra mulheres.
Realizado anualmente em março, o Grito de Mujer integra a campanha #GeraçãoIgualdade, da ONU Mulheres, e é coordenado no Brasil por Sóira Celestino. Em sua 16ª edição, em 2026, o festival adota o lema “Sem Fronteiras”, reforçando o caráter internacional da iniciativa e a construção de uma rede de resistência que ultrapassa territórios.
Fonte: saibamais.jor.br




