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AtualizaçõesFaustino concretiza racha e exonera militantes do MBL do seu gabinete

Faustino concretiza racha e exonera militantes do MBL do seu gabinete

O vereador de Natal Matheus Faustino (União) concretizou o racha que já era público desde o meio de março e exonerou seis militantes do Movimento Brasil Livre (MBL) do seu gabinete. As saídas foram publicadas no Diário Oficial do Município (DOM) desta terça-feira (31), semanas após o parlamentar romper com o MBL para ser candidato a deputado pelo União Brasil e ser contestado pelo próprio grupo. 

Os seis exonerados foram:

Francisco Fábio Fernandes Silveira – pré-candidato a deputado estadual pelo Missão

Victor Gomes Pradines – coordenador do MBL

Maria Nathália Custódio de Souza Barbosa

Félix Guedes dos Santos

José Ytalo Romão Nunes

Lucas Xavier Bezerra dos Santos – advogado e coordenador do MBL Pernambuco

Todos exerciam funções como assessores parlamentares, com vencimentos variando entre R$ 1.815 e R$ 9.075, e ao menos dois (Victor Pradines e Lucas Xavier) são ligados ao MBL de Pernambuco.

O rompimento entre o vereador Matheus Faustino e o Movimento Brasil Livre, grupo de direita que o projetou, se tornou público em 13 de março. Naquela data, o parlamentar divulgou uma nota informando seu desligamento do MBL em razão de uma determinação do União Brasil que impediria mandatários de disputar eleições por outra sigla sem perder o mandato. O MBL conseguiu o registro de seu partido próprio, o Missão, no ano passado, e o desejo era de que ele concorresse pela nova sigla.

No texto, Faustino afirmou que seu “desligamento, de forma pacífica, do Movimento Brasil Livre (MBL) em razão da recente decisão do meu atual partido, União Brasil, de não liberar nenhum mandatário para participar da eleição deste ano por outra sigla sem perder o mandato de vereador da capital potiguar.”

Saiba Mais: Motivação da saída do MBL anunciada por Faustino é contestada pelo movimento

Ainda segundo o vereador, a decisão buscou preservar sua permanência na Câmara Municipal e viabilizar uma pré-candidatura a deputado federal nas próximas eleições.

Após a divulgação da nota do vereador, o Movimento Brasil Livre divulgou um comunicado afirmando que Faustino não integrava mais os quadros do movimento.

Na nota, o grupo afirmou:

“O vereador de Natal, Matheus Faustino (União), não integra mais os quadros do MBL. Reforçamos que nunca exigimos que ele deixasse seu partido ou colocasse seu mandato em risco.”

A manifestação do movimento contradisse parcialmente o conteúdo da nota divulgada pelo vereador, ao indicar que o desligamento não teria ocorrido por uma decisão recente motivada pela regra partidária mencionada por ele.

“Projeto de poder”

Nesta terça-feira (31), Faustino voltou a se insurgir novamente contra seus ex-aliados após a passagem da vereadora de São Paulo Amanda Vettorazzo (União) e do ex-deputado paulista Arthur do Val, ambos do MBL, por Natal. A dupla veio ao Rio Grande do Norte para eventos de filiação do Missão, mas Vettorazzo segue filiada ao União.

Em entrevista a uma rádio da capital na segunda, Vettorazzo disse que a saída de Faustino se tratou de um “projeto de poder”.

“Ele quis sair candidato a deputado federal, o União Brasil não liberou ele aqui, e ele simplesmente saiu do Movimento Brasil Livre e também obviamente nem entrou na Missão. Então eu fiz questão porque foram dito algumas inverdades por ele. Primeiro, que ele perderia o mandato. E não, você não perde o mandato, é só você não concorrer, você apoiar um coleguinha.” 

Em resposta, o vereador de Natal disse que ela não será candidata a deputada pelo Missão porque o mandato é estratégico para que o MBL mantenha uma subprefeitura na gestão de Ricardo Nunes (MDB) e tenha mais cargos comissionados. Além disso, afirmou que o cálculo eleitoral do Missão visa superar a cláusula de barreira e receber o valor do fundo partidário.

Amanda Vettorazzo foi eleita pela primeira vez em 2024. Já Arthur do Val foi cassado e perdeu o mandato de deputado estadual por São Paulo em 2022 por quebra de decoro parlamentar. O ex-deputado viajou à fronteira entre a Eslováquia e a Ucrânia, país em situação de guerra, para, segundo ele, ajudar os ucranianos contra a Rússia. Ele enviou áudios a amigos, divulgados posteriormente pela imprensa, em que elogiava a beleza das refugiadas ucranianas e dizia que as mulheres de lá são “fáceis” por serem pobres.

Fonte: saibamais.jor.br

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