O empresário Flávio Rocha se filiou ao Partido Novo do Rio Grande do Norte para ser uma opção na disputa ao Senado. A informação foi confirmada pela sigla, que tem a intenção de inseri-lo na chapa bolsonarista que vai concorrer nas eleições de 2026 no estado.
Apesar da filiação, o empresário mantém silêncio e não comentou a respeito nas suas redes sociais. Rocha já era especulado há cerca de um mês para compor a chapa bolsonarista nas eleições no RN, que hoje tem Styvenson Valentim (PSDB) e Coronel Hélio (PL) como nomes para o Senado. A expectativa do Novo é que um acordo político possa ser construído com o campo bolsonarista, capitaneado pelo senador Rogério Marinho (PL) e que tem Álvaro Dias como pré-candidato a governador.
Em 22 de março, o Novo se solidarizou com Rocha e expôs um racha na extrema direita potiguar sobre a formação da chapa majoritária que vai concorrer às eleições de 2026. Na nota, o presidente estadual do Partido Novo, Renato Cunha Lima, afirmou reconhecer a legitimidade da pré-candidatura de Coronel Hélio, mas alertou que “defender um nome não exige nem justifica destruir outro”, referindo-se aos ataques que Flávio Rocha, segundo ele, estaria recebendo de setores da direita após sua “possível candidatura ao Senado”.
“Agora, diante de sua possível candidatura ao Senado, setores da direita passaram a atacar aquele que é, inegavelmente, o maior empreendedor da história recente do estado. Tudo isso por conta de uma preferência legítima pela candidatura do Cel. Hélio pelo PL. Mas defender um nome não exige nem justifica destruir outro”, assinalou a nota.
De acordo com o comunicado, esses “setores da direita” estariam promovendo uma campanha para deslegitimar a hipotética candidatura do empresário ao tentar rotulá-lo de “petista e esquerdista”.
Flávio Rocha é o presidente do Conselho de Administração do Grupo Guararapes, que inclui a rede varejista Riachuelo, a Midway Financeira, um Contact Center, a Transportadora Casa Verde e dois teatros Riachuelo, na capital potiguar e no Rio de Janeiro.
Em 2018, o empresário chegou a se filiar ao PRB (atual Republicanos) para ser candidato à presidência, mas desistiu. Nesse mesmo ano, Rocha foi condenado em primeira instância pelo crime de injúria contra a procuradora do trabalho Ileana Neiva Mousinho. Ele criticou uma ação da procuradora nas redes sociais, se referindo a ela como “louca”, “perseguidora” e “exterminadora de empregos”. Em 2021, contudo, foi absolvido pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª região.
Em 2022, o responsável pela Riachuelo doou R$ 66.600,00 à Rogério Marinho para a campanha ao Senado. O mesmo valor também foi repassado pelos seus irmãos, Élvio Gurgel Rocha e Lisiane Gurgel Rocha, para o mesmo candidato. Flávio ainda foi deputado federal pelo Rio Grande do Norte entre as décadas de 1980 e 1980.
O empresário, reconhecidamente antipetista e defensor ferrenho do estado mínimo, contou com benefícios bilionários para suas empresas durante os governos Lula e Dilma, através de empréstimos junto ao BNDES e isenções fiscais.
Fonte: saibamais.jor.br




