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Cadu defende “legado” de Fátima, aposta em entregas e reforça ligação com Lula

O pré-candidato do PT ao Governo do Estado, Cadu Xavier, defendeu o legado da governadora Fátima Bezerra, destacou as entregas da atual gestão no Rio Grande do Norte e reforçou sua ligação com o presidente Lula, considerado pelos petistas como o maior “cabo eleitoral” das eleições de 2026.

As declarações do petista foram dadas na segunda-feira (6), durante sua participação no programa “Band Cidade”, da Band RN, que promove nesta semana uma rodada de entrevistas com os pré-candidatos ao Governo do RN. Os próximos entrevistados serão o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL), o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil) e o ex-vereador de Natal Robério Paulino (PSOL).

Cadu afirmou que participou de uma gestão que “praticamente reconstruiu o Rio Grande do Norte”. Ele foi secretário estadual de Tributação no primeiro governo Fátima Bezerra. Já no segundo mandato da petista, ocupou a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz). Na semana passada, se desincompatibilizou do cargo para disputar as eleições de 2026.

“É sempre bom lembrar que o Rio Grande do Norte, até 2018, era a terra de salários atrasados, de polícia quartelada, de rebeliões em presídios. Hoje, a gente vive um momento completamente diferente”, pontou o pré-candidato.

Cadu ressaltou que, ao contrário do passado, quando a governadora recebeu a gestão com quatro folhas salariais atrasadas, além de dívidas com fornecedores, serviços públicos colapsados e uma crise sem precedentes na segurança pública, o estado atualmente “paga seu servidor em dia, Natal é a capital mais segura do Nordeste e o Rio Grande do Norte está em os quatro estados mais seguros do Brasil”.

“Então, nós temos muitas entregas pra colocar tanto do governo da professora Fátima, como do governo do presidente Lula”, frisou.

Reprovação do governo Fátima é “momentânea”, aposta Cadu

Para ele, a avaliação negativa da gestão estadual é uma “reprovação momentânea”, comparada ao cenário pré-eleitoral de 2022.

“Em 2022, até antes do processo eleitoral se iniciar, a governadora enfrentava também um quadro de desaprovação à frente do Governo do Estado, mas ele foi reeleita no primeiro turno. Então, a gente tem muita tranquilidade, porque temos entregas tanto do governo Fátima quanto do presidente Lula pra apresentar no processo eleitoral e fazer o debate com a população com segurança de que o governo da professora Fátima é o melhor governo dos últimos 20 anos aqui do Rio Grande do Norte”, disse, em tom de confiança.

O pré-candidato também criticou a oposição por apontar o tamanho da folha salarial estadual como um “problema”. Ele disse que o alto comprometimento de gasto com pessoal, atualmente em 56% da Receita Corrente Líquida (RCL), é resultado da “valorização dos servidores”, mas observou que esse comprometimento vem em trajetória de queda desde 2019.

“Quando se fala em folha, a gente tá falando do policial que tá na rua, do professor que tá na escola do seu filho e do enfermeiro e do médico que estão nos hospitais, lá no Walfredo Gurgel. A valorização dessas pessoas que faz com que hoje tenhamos sim um alto comprometimento de gasto com o pessoal, mas é importante dizer que, em dezembro de 2018, o estado comprometia com gasto com o pessoal 63% da sua Receita Corrente Líquida. Hoje, nós já estamos na casa dos 56%, ou seja, houve uma queda de mais de sete pontos percentuais”, explicou.

Em indireta a Walter Alves, Cadu afirma que vice deve ter “lealdade”

Além de defender o legado da governadora, Cadu também falou sobre as articulações para a escolha do nome que ocupará a vaga de vice-governador em sua chapa. Ele não revelou quem será escolhido, mas disse que será alguém que “agregue” politicamente ao seu projeto e que tenha “lealdade”.

A menção à “lealdade” foi uma referência direta ao vice-governador Walter Alves (MDB), acusado de “traição” pelo PT. Em janeiro, ele anunciou que não assumiria o Governo do Estado se Fátima renunciasse para se candidatar ao Senado. Além disso, rompeu com a governadora para apoiar a pré-candidatura a governador de Allyson Bezerra.

O movimento de Walter Alves obrigou Fátima a continuar no cargo para terminar seu mandato, abrindo mão de disputar as eleições de 2026. No lugar dela, o partido lançou a vereadora e presidente estadual da legenda, Samanda Alves, como pré-candidata ao Senado.

“A gente acabou de encerrar o período de filiações. A nossa Federação [PT, PV e PCdoB] foi uma das forças democráticas que mais se fortaleceu. Vamos escolher um vice dentre dessas forças democráticas que agregue capital político, fortalecimento eleitoral e conteúdo programático ao nosso projeto, mas que primeiro tenha lealdade, para que não se repita o que vivemos em 2026”, declarou.

Fonte: saibamais.jor.br

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