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Residência artística leva intervenções a bairros de Natal e propõe novos olhares sobre a cidade

A cidade é campo de criação e encontro. Em Natal, de 13 a 18 de abril, o Laboratório de Experimentos em Atuação e Máscaras (LabMask), do Departamento de Artes da UFRN, realiza a residência artística “Corpo, Espaço e Vitalidade Urbana”, reunindo artistas, pesquisadores e público em uma programação que combina prática, teoria e intervenções no espaço público.

A proposta se insere em um processo contínuo de aproximação entre universidade e cidade. Segundo a produção, a iniciativa dá sequência a um trabalho que vem sendo consolidado ao longo dos últimos anos.

“A residência artística dá continuidade às atividades do LabMask, que existe desde 2019, mas que a partir de 2023 vem desenvolvendo diversas ações artístico-pedagógicas que aproximam universidade e comunidade por meio da arte”, afirma Melissa Lopes, professora do curso de Licenciatura em Teatro na UFRN e coordenadora do LabMask. Entre essas ações, estão projetos de extensão, oficinas, visitação ao acervo de máscaras e iniciativas voltadas à formação de professores e artistas-docentes.

A programação inclui uma oficina prática de 16 horas, palestras abertas ao público, lançamento do livro “O manuscrito de Paris: um primeiro esboço. Uma redescoberta”, de Michael Chekhov, e intervenções urbanas em três territórios distintos: Felipe Camarão, Alecrim e Praia dos Artistas. A escolha dos locais não é aleatória e revela a intenção de construir uma leitura plural da cidade. Confira:

“A necessidade de sair para ruas, praças e espaços públicos da cidade se dá por um desejo de aproximação da pesquisa com o lugar onde vivemos e com as pessoas de outras realidades sociais e econômicas”, destaca Melissa.

Em Felipe Camarão, a residência se apoia em uma parceria já consolidada com o Coletivo A Gente. O bairro, predominantemente residencial, favorece relações mais próximas. “Aqui o encontro tende a ser mais íntimo, de conversa e escuta”, explica.

Já o Alecrim, um dos principais polos comerciais de Natal, oferece outro tipo de dinâmica. “É um território vivo, complexo e pulsante, onde arte e cidade se encontram de maneira direta e imprevisível”, diz. Com grande circulação de pessoas e diversidade social, o bairro amplia o alcance das intervenções.

Na Praia dos Artistas, a proposta explora uma zona de transição entre o urbano e o natural. “É um espaço liminar, onde o urbano encontra o mar, frequentado por públicos diversos, que promove a relação entre o corpo e o ambiente”, completa.

A residência também está integrada à disciplina “Montagem e Composição Cênica”, do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas, o que fortalece o caráter formativo da iniciativa. Os estudantes participam tanto das aulas quanto das oficinas conduzidas por artistas convidados, como Hugo Moss e Verônica Fabrini.

Mesmo com esse recorte acadêmico, boa parte da programação foi pensada para o público em geral. Palestras, lançamento de livro e intervenções são abertos e gratuitos. “O público pode participar das atividades abertas de forma livre, sem necessidade de inscrição prévia, aproximando-se diretamente das ações nos espaços onde elas acontecem”, ressalta Melissa.

Nas palestras, o convite é à escuta e ao diálogo. Já nas ruas, a experiência é outra. “O público não é apenas espectador, mas parte da experiência, podendo ser atravessado pelas ações, surpreendido por elas ou até mesmo interagir de forma espontânea”, afirma.

A proposta, segundo a organização, é provocar deslocamentos no olhar cotidiano sobre a cidade. Em vez de um cenário fixo, o espaço urbano aparece como algo vivo, em constante transformação. “Ao participar, o público pode esperar encontros inesperados, ativações sensoriais e momentos de pausa no meio do fluxo cotidiano”, diz.

Ao ocupar periferia, centro e litoral, a residência articula diferentes camadas da vida urbana e aposta na arte como ferramenta de conexão.

SAIBA MAIS:
Ateliê aberto fomenta produção artística contemporânea de Natal



Fonte: saibamais.jor.br

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