A prisão do ex-deputado federal e ex-delegado Alexandre Ramagem pelo ICE, a polícia migratória dos Estados Unidos, nesta segunda-feira (13), gerou reação entre parlamentares do Rio Grande do Norte. À esquerda, houve celebração; à direita, silêncio.
Ramagem era considerado foragido desde setembro, quando foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito, na mesma ação que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ramagem foi diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) de 2019 a 2022, durante o governo Jair Bolsonaro, e deputado federal de 2023 a 2025 pelo Partido Liberal (PL). Ele perdeu o mandato em dezembro do ano passado após a Câmara atender a sentença do Supremo.
“O golpista Alexandre Ramagem foi preso pelo serviço de imigração dos Estados Unidos (ICE), depois de ter deixado o Brasil como fugitivo da Polícia Federal”, comunicou o deputado federal Fernando Mineiro (PT).
“Condenado a 16 anos pela tentativa de golpe de estado, Ramagem estava incluído na lista da Interpol e tinha um pedido de extradição formalizado pelo ministro Alexandre de Moraes. O plano do golpista era pedir asilo político nos EUA, mas falhou. A justiça brasileira não vai perdoar os criminosos que atentaram contra a democracia brasileira”, continuou o parlamentar, nas redes sociais.
“Condenado a mais de 15 anos por tentativa de golpe, ele fugiu do Brasil de forma clandestina, mas acabou detido por falta de documentos pela milícia de Trump. Não trabalhamos com tédio…”, escreveu a deputada Natália Bonavides (PT).
Já no campo da direita potiguar, predominou o silêncio. O senador Rogério Marinho (PL), líder da Oposição, não comentou o assunto nas redes sociais. Quando o ex-deputado perdeu o mandato, em dezembro, Rogério chegou a se solidarizar e disse que o ato da Mesa da Câmara violou as prerrogativas do Parlamento.
Os deputados federais Carla Dickson (PL) e General Girão (PL) também não comentaram. Já Sargento Gonçalves (PL) compartilhou apenas uma reportagem da GloboNews comunicando a prisão, e disse apenas que “Moraes já quer a deportação imediata do deputado”.
Após a perda de mandato, em dezembro, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, também determinou a retomada da ação penal contra o ex-deputado envolvendo crimes supostamente praticados após sua diplomação no cargo: dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado durante a tentativa de golpe de Estado no dia 8 de janeiro de 2023.
Fonte: saibamais.jor.br




