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Atualizaçõesestudantes convocam ato em defesa de auxílios de permanência estudantil

estudantes convocam ato em defesa de auxílios de permanência estudantil

Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) voltam a se mobilizar na próxima segunda-feira (11), em defesa de auxílios e por respostas da administração da universidade diante de denúncias sobre falta de professores, intérpretes de Libras, problemas na assistência estudantil e precarização das residências universitárias. A Assembleia Geral está marcada para as 17h, em frente à Reitoria.

O novo ato ocorre após a entrega de um abaixo-assinado com cerca de 2 mil assinaturas, realizada nesta semana por estudantes, técnicos administrativos e residentes universitários. O documento cobra a contratação de professores e intérpretes de Libras, além de melhorias no Restaurante Universitário (RU), ampliação do atendimento psicológico e melhores manutenção de auxílios que garantem condições de permanência (na vida acadêmica) de estudantes em situação de vulnerabilidade.

Integrante da gestão do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e representante da cadeira das residências universitárias, Arara Amazonas afirmou que o principal problema enfrentado atualmente é a limitação no acesso às políticas de assistência estudantil:

“Hoje, um dos principais problemas é o acesso limitado dos auxílios, pois há uma demanda super alta de estudantes que precisam dessa política de permanência, só que, infelizmente, não está sendo o suficiente. Se esse acesso fosse ampliado, principalmente se houvesse mais recursos, mais pessoas de baixa renda teriam esse acesso”, afirma em entrevista à Agência Saiba Mais.

Segundo Arara, a assembleia convocada para segunda-feira terá caráter mobilizador e busca ampliar a participação dos estudantes nas reivindicações.

“São muitos os problemas que nos afetam e a assembleia de segunda-feira tem um caráter mobilizador fundamental para a gente aglutinar mais estudantes em torno da defesa da assistência estudantil. Cada demanda apresentada surge porque algo está impactando diretamente a vida acadêmica do aluno e, consequentemente, a sua permanência na universidade”, disse.

Entre as denúncias apresentadas pelos estudantes estão falhas na estrutura das residências universitárias, falta de equipamentos básicos e dificuldades de acessibilidade. De acordo com a representante do DCE, há cozinhas sem estrutura adequada e salas de estudo com poucos computadores funcionando.

“Tem residências em que só há um micro-ondas e fogões com apenas duas bocas. Além disso, os estudantes reclamam do circular sempre lotado e quente, enquanto o auxílio transporte está sem reajuste há anos”, relatou.

Os estudantes também apontam dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência e denunciam ausência de adaptação de materiais, elevadores quebrados e prédios sem rampas de acesso.

Na área da acessibilidade, Arara afirmou que a situação atinge especialmente o curso de Letras Libras. Segundo ela, a falta de professores e intérpretes tem provocado cancelamento de disciplinas e limitado a participação de estudantes surdos em atividades acadêmicas.

“A precarização atinge o coração da acessibilidade, que é o curso de Letras Libras, onde faltam professores até para disciplinas básicas. O estudante surdo acaba isolado, sem conseguir cursar disciplinas em outros departamentos ou participar de eventos por falta de intérpretes”, afirmou.

Ainda segundo a estudante, o déficit de profissionais já teria impactado mais de 16 disciplinas neste ano. “O que o DCE reforça é que não dá mais para tapar buraco com contrato temporário que vence e deixa a turma na mão. A pauta exige contratação imediata de concursados”, disse.

Os estudantes também criticaram a postura da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proae) durante reunião realizada após o ato da última quarta-feira (6). Segundo Arara, a resposta da gestão causou indignação entre os alunos.

“Eles sempre estão dando desculpa para tudo que a gente fala. Tudo que eles falam é ‘vamos ver’. A gente não quer esse tipo de resposta. Queremos que eles aprendam a ouvir e respeitar os estudantes e procurem soluções”, declarou.

Em nota enviada à reportagem, a assessoria da Reitoria da UFRN informou que a gestão se reuniu com a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proae) e com a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp) para discutir as reivindicações apresentadas pelos estudantes.

“A Reitoria da UFRN reuniu-se com a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proae) e com a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp), na manhã da quarta-feira, 7, quando foi informada sobre os pontos de pauta reivindicados por um grupo de estudantes da instituição de ensino. Nesse sentido, os setores responsáveis estão avaliando a situação para buscar alternativas, a fim de solucionar as questões apontadas pelos alunos”, informou a universidade.

A mobilização da próxima segunda-feira foi convocada pelo DCE com o slogan “Nenhum estudante a menos” e deve reunir estudantes, residentes universitários, movimentos estudantis e técnicos administrativos em greve desde fevereiro.

SAIBA MAIS:
Ato na UFRN denuncia falta de professores e intérpretes e cobra melhorias no RU
Estudantes da UFRN pedem mais intérpretes de Libras e professores



Fonte: saibamais.jor.br

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