spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
BlogJustiça Federal nega retirada de canteiro na Ponte de Igapó em disputa...

Justiça Federal nega retirada de canteiro na Ponte de Igapó em disputa entre Prefeitura e DNIT

A Justiça Federal do RN negou o pedido da Prefeitura Municipal de Natal para que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) retire o “canteiro de obras” de cima da Ponte de Igapó. A decisão foi assinada pela juíza da 5ª Vara Federal do RN, Moniky Mayara Costa Fonseca nessa segunda-feira 25, e tem como base a audiência pública realizada na última quarta-feira 20, a pedido do município.

Na decisão, a juíza determinou a realização de uma perícia judicial e nomeou o engenheiro civil Vinícius Leite Silveira como perito da Justiça Federal para conduzir a avaliação técnica, que tem o objetivo de verificar a necessidade ou não da instalação do canteiro da obra na Ponte de Igapó. Atualmente, a estrutura está com um dos sentidos completamente interditado em função de uma obra de recuperação feita pelo Dnit, que foi iniciada em setembro de 2024.

A ação civil pública movida pelo município contesta a obstrução de um lado da ponte devido à instalação do canteiro, alegando transtornos para a população, especialmente os moradores da Zona Norte de Natal. A Prefeitura argumenta que a interdição não é imprescindível para a realização das obras, enquanto o Dnit e a Jatobeton Engenharia, responsável pela execução, defendem a necessidade da medida.

O superintendente regional do DNIT no RN, Getúlio Batista, argumentou que o trecho já estava com os desvios definidos pela Prefeitura de Natal em razão de obras prévias na Avenida Felizardo Moura. E que a mudança do canteiro de obras para o local sugerido pela Prefeitura, localizada dentro de uma Área de Proteção Permanente (APP), exigiria uma série de medidas preliminares que acabariam por retardar a conclusão da obra.

Getúlio acrescentou que a instalação do canteiro na pista da Ponte de Igapó considerou o menor impacto ambiental, desnecessidade de licença ambiental e de supressão de vegetal, segurança operacional da obra e dos trabalhadores, além da conveniência de ser instalada em via que já seria fechada para execução dos serviços.

A Jatobeton Engenharia, empresa responsável pela execução da obra, também foi ouvida na audiência, e afirmou que a interdição da Ponte Igapó é crucial por causa da “viabilidade técnica e econômica da execução da obra, a segurança de trabalhadores e transeuntes, além de propiciar uma melhor gestão dos Resíduos da Construção e Demolição (RCD) e o controle das operações em curso no tabuleiro da ponte sem afetar o meio ambiente.

- Publicidade -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

Matérias Relacionadas

Câmara de Natal vota arquivamento de cassação de Brisa no dia 27

A Câmara Municipal de Natal marcou para a próxima...

Rogério deve anunciar saída da disputa pelo Governo do RN nesta quarta (21)

O senador Rogério Marinho, presidente estadual do PL, deve...

ENGENHEIRA POTIGUAR ANA ADALGISA TOMA POSSE COMO VICE-PRESIDENTE DO CONFEA

A engenheira civil e conselheira federal do Confea pelo...

Isolda Dantas: “Walter foge da responsabilidade” 

Atual líder do PT na Assembleia Legislativa, a deputada...

Maracajaú marca início da temporada de soltura de tartarugas-de-pente no RN

O litoral do Rio Grande do Norte viveu um...

Orelhões deixam as ruas do Brasil e do RN após décadas de uso

O Brasil começa a se despedir, de forma definitiva,...

Prevenção funciona e Parnamirim passa por fortes chuvas sem transbordamento de lagoas

O trabalho contínuo de prevenção, manutenção e recuperação das...

Crimes da ditadura não prescrevem

Por Rose Rodrigues | Advogada. Mestranda em Direito pela...
- Publicidade -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img