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Atualizaçõesempresários da Cidade Alta cobram retomada de obras

empresários da Cidade Alta cobram retomada de obras

O ano é novo, mas os problemas e falta atenção por parte da gestão pública são bem antigas. Os empresários da Cidade Alta encerram 2025 e o primeiro ano da gestão do prefeito Paulinho Freire (União) com um sentimento comum: o de abandono. Passados doze meses do novo mandato, não houve apresentação de cronograma, plano de retomada ou qualquer sinal concreto de continuidade das obras estruturantes do centro da cidade iniciadas na gestão anterior, ainda sob o discurso já batido de revitalização do Centro e fortalecimento do comércio tradicional.
As intervenções começaram ainda na gestão do então prefeito Álvaro Dias, com a promessa de transformar a infraestrutura urbana, melhorar acessos, drenagem e mobilidade, e, sobretudo, devolver o fluxo de consumidores à região. No entanto, as obras ficaram inacabadas e, em alguns trechos, agravaram problemas antigos. Segundo lojistas, áreas que antes não sofriam com alagamentos passaram a registrar acúmulo de água, chegando a invadir estabelecimentos comerciais em períodos de chuva.

Chuvas, prejuízos e falta de resposta do poder público
De acordo com o empresário Rodrigo Vasconcelos, integrante da associação Viva o Centro, a situação gera apreensão, especialmente neste início de ano.

Antes da obra, quando chovia, as ruas não alagavam. Agora alagam ao ponto de entrar água nas lojas. Estamos em janeiro, período das chuvas de verão, e depois vem o inverno, e nada foi feito, fato que deixa os empresários que lá têm negócios muito apreensivos”, afirmou Vasconcelos.
Rodrigo relata ainda que os empresários já buscaram diálogo com a Prefeitura por meio da associação, mas não obtiveram retorno.
Não há previsão, não há cronograma, não há sequer a sinalização de que os problemas estruturantes serão estudados. Nem uma resposta clara a gente tem”, reforça.
Comércio sente governo travado e sem prioridade
A paralisação das obras impactou diretamente o desempenho do comércio em 2025, inclusive no período natalino. Segundo os lojistas, foi necessário recorrer à imprensa para cobrar ações básicas, como o religamento da iluminação pública.
É um desgaste tremendo. A sensação é de desprezo pela Cidade Alta. Não vemos nada de positivo neste governo municipal para o comércio do Centro”, desabafa Rodrigo.
Para os empresários, as obras representavam esperança de retomada econômica. Hoje, sem definição, planejamento ou transparência, o sentimento é de frustração e resistência. Mesmo diante do abandono, os comerciantes seguem reivindicando atenção, políticas públicas e respeito a um dos territórios mais simbólicos da história e da economia de Natal.
A Agência Saiba Mais entrou em contato com a Prefeitura do Natal nesta sexta (02), mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para que o município possa se pronunciar.

A promessa x a realidade

No papel, a promessa era revitalizar a Praça Padre João Maria com a criação de um espaço de brincadeira para crianças, além de novos espaços de contemplação e descanso com a inserção de mobiliário urbano, vegetação e iluminação.

Também foi anunciado um espaço exclusivo para pedestres desde o trecho entre a Av. Rio Branco e a Rua Princesa Isabel, com um palco que permitiria a visualização de qualquer ponto do trecho, em 360º, para apresentações culturais.

Além disso, foi projetada uma cobertura com vegetação, inspirada na rua coberta de Gramado (RS), que é um ponto turístico da cidade gaúcha. Outra promessa é de que a João Pessoa não teria mais fios e os postes teriam a fiação embutida, permitindo um céu mais limpo. 

Saiba Mais

Fonte: saibamais.jor.br

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