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AtualizaçõesSindipetro-RN denuncia ofensiva dos EUA pelo controle do petróleo

Sindipetro-RN denuncia ofensiva dos EUA pelo controle do petróleo

A operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que culminou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, não deixa margem para ambiguidades quanto aos seus objetivos centrais. Segundo avaliação do coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Norte (Sindipetro/RN), Marcos Brasil, trata-se de uma ação direta para estabelecer controle sobre os recursos naturais venezuelanos, em especial o petróleo, e reafirmar a hegemonia norte-americana sobre a América Latina.

A intervenção de Washington ocorre em um contexto de crescente tensão geopolítica e foi assumida publicamente pelo próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declarou ser responsável por uma “transição de governo” na Venezuela e afirmou que os EUA passarão a administrar as reservas petrolíferas do país, consideradas as maiores do mundo. A declaração reforça o caráter abertamente intervencionista da operação, marcada, segundo Marcos Brasil, por um cinismo sem precedentes.

“Ficamos muito indignados com esse ataque covarde dos Estados Unidos contra a soberania da Venezuela para roubar, usurpar o petróleo venezuelano, tratando a América Latina como propriedade dos Estados Unidos, desrespeitando todos os tratados internacionais, o direito internacional, as normas da ONU, desrespeitando inclusive o Congresso estadunidense, que desconhecia essa operação”, afirmou o dirigente sindical.

O ataque ocorreu na madrugada do último sábado (3), em Caracas, após uma série de bombardeios a embarcações próximas à costa venezuelana, que deixaram ao menos 80 mortos. Em seguida, forças militares norte-americanas avançaram sobre a capital e sequestraram o presidente venezuelano e sua esposa, aprofundando a crise institucional e internacional envolvendo o país sul-americano.

Para Marcos Brasil, a ação dos Estados Unidos ultrapassa qualquer justificativa diplomática ou humanitária e se configura como um recado explícito aos países da região. “Isso é um recado para todos os países da América Latina de que o próximo poderá ser qualquer um. Poderá ser o Brasil, poderá ser o México, Colômbia, que ele já ameaçou a Colômbia. Então, quem não se ajoelhar diante de Trump, diante dos Estados Unidos, eles poderão atacar, como fizeram com a Venezuela”, disse.

A leitura do Sindipetro/RN dialoga com a reação internacional aos acontecimentos. Desde o fim de semana, atos de solidariedade ao povo venezuelano têm ocorrido em diferentes países e capitais, denunciando a agressão externa, exigindo a libertação de Nicolás Maduro e Cilia Flores e repudiando a tentativa de controle estrangeiro sobre as riquezas nacionais da Venezuela. No Brasil, manifestações foram realizadas em diversas cidades, incluindo Natal e Mossoró, reunindo movimentos populares, entidades sindicais, estudantis e organizações políticas.

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Os protestos têm enfatizado o apoio à linha de ação do governo bolivariano, que, segundo os organizadores, busca proteger os interesses nacionais e preservar a soberania do país diante da ofensiva norte-americana. Em Natal, os atos destacaram a centralidade do petróleo na disputa geopolítica e denunciaram a tentativa de recolonização da América Latina por meio da força militar e da imposição econômica.

Na avaliação de Marcos Brasil, a resposta dos países latino-americanos deve passar pelo fortalecimento da integração regional e por alianças estratégicas capazes de conter o avanço do imperialismo. “Nós temos que nos fortalecer, o Brasil se fortalecer, se unir com outros países sul-americanos e se fortalecer junto ao BRICS para termos condições de resistir aos ataques do Império Norte-Americano”, defendeu.

Para o dirigente sindical, o que está em curso na Venezuela não é um episódio isolado, mas parte de uma lógica histórica de intervenção dos Estados Unidos na região, sempre associada à disputa por recursos estratégicos. Nesse sentido, o ataque à Venezuela reacende alertas sobre a fragilidade da soberania latino-americana diante de interesses externos e reforça o papel da mobilização popular e da solidariedade internacional como instrumentos de resistência política.

A escalada militar e o sequestro do chefe de Estado venezuelano colocam a América Latina diante de um novo e grave capítulo de instabilidade, cujos desdobramentos seguem em curso e sob forte vigilância da comunidade internacional.

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Fonte: saibamais.jor.br

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