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AtualizaçõesOposição articula CEI para investigar gestão Allyson em Mossoró

Oposição articula CEI para investigar gestão Allyson em Mossoró

A oposição na Câmara Municipal de Mossoró anunciou na manhã desta quarta-feira (28) que vai buscar a instauração de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a gestão do prefeito Allyson Bezerra (União), que é pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte. O documento já reúne seis assinaturas — de sete necessárias para que a CEI seja instaurada — e conta com aliados improváveis, como parlamentares do PT, PL, MDB e União Brasil, este último o próprio partido do prefeito. O documento foi apresentado pela vereadora Plúvia Oliveira, do PT, e recebeu apoios de Marleide Cunha (PT), Jailson Nogueira (PL), Mazinho do Saci (PL), Cabo Deyvison (MDB) e Wiginis do Gás (União). 

Durante a coletiva, os vereadores destacaram que a crise na saúde tem afetado diretamente a população mossoroense, com falta de medicamentos, precarização dos serviços e denúncias de contratos suspeitos. Eles defenderam o andamento das investigações. “Mossoró não pode fechar os olhos para o que está acontecendo na saúde. Estamos falando de denúncias graves, de possíveis esquemas de corrupção e de um serviço que deveria cuidar da vida das pessoas, mas que hoje gera insegurança e indignação. A CEI é um instrumento legítimo da Câmara para investigar, dar transparência e proteger o dinheiro público”, afirmou Plúvia Oliveira.

Já Marleide Cunha (PT) cobrou o empenho de vereadores da base do prefeito para que assinem a CEI. “O prefeito é citado em diálogos que recebe propina. Então, isso é muito grave, não é coisa pequena. E essa Casa tem a obrigação constitucional e a obrigação com o povo de buscar as respostas, os esclarecimentos, de ter todas as explicações devidas”, disse.

Cabo Deyvison (MDB) afirmou, por sua vez, que a “CEI é importante porque ela consegue ter acesso a materiais, a investigações sigilosas”. Jailson Nogueira (PL) defendeu que a oposição dê uma resposta à situação vivida no município. “Nós temos que esclarecer o que é que está acontecendo em Mossoró, através da CEI ou através de ofício ao Ministério da Saúde, ao MP, para que eles também se pronunciem a respeito desse fato.”

Apoio estadual não se reflete no município

Cabo Deyvison deve deixar o partido depois que o MDB, por meio do vice-governador Walter Alves, anunciou apoio a Allyson Bezerra para governador. Já Wiginis do Gás, embora filiado à mesma sigla de Bezerra, está rompido com o chefe do Executivo desde o fim de 2025. Em novembro, ele disse que a decisão se deu por não apoiar a pré-candidatura da esposa de Allyson à deputada. “Não faço mais parte da base do prefeito Allyson Bezerra. Fui expulso da base, já comuniquei ao líder Alex do Frango (PSD), por não me curvar, por não baixar a cabeça”, disse ele em 5 de novembro. Já o PL em Mossoró 

Já PT e PL não apoiam o prefeito desde o início da gestão; nas eleições de 2024, o PT apoiou a candidatura de Lawrence Amorim (PSDB) e o PL lançou candidatura própria com Genivan Vale.

Operação da PF

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União, deflagrou a Operação Mederi com o objetivo de desarticular um esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos e a fraudes em procedimentos licitatórios na área da saúde no Rio Grande do Norte.

Ao todo, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão, além da adoção de medidas cautelares e patrimoniais autorizadas pela Justiça Federal, em diferentes cidades do estado. As diligências incluíram o cumprimento de ordens judiciais em Mossoró, Natal, Paraú, São Miguel, Upanema, Serra do Mel, Pau dos Ferros e José da Penha. Em vídeo publicado após a ação, Allyson revelou que a PF apreendeu em sua casa um celular, um notebook e dois HDs pessoais.

Além de Allyson, também foram alvo de mandados de busca da PF o vice-prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros (PSD) — que deve assumir a Prefeitura em abril quando Allyson renunciar para concorrer ao Governo do RN —, o prefeito de São Miguel, Leandro do Rego Lima (União), o Prefeito de Paraú, Júnior Evaristo (PP) e a chefe de gabinete de José da Penha, que é irmã do prefeito. Outro endereço visitado pela PF foi a casa do irmão do prefeito de São Miguel.

Segundo as investigações, há indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos à rede pública de saúde, envolvendo empresas com sede no RN que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados. Relatórios de auditorias da CGU apontam falhas na execução contratual, como indícios de não entrega de materiais, fornecimento inadequado e sobrepreço nos produtos adquiridos.

A PF informou que os investigados poderão responder por crimes relacionados a desvios de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas, em apurações que ainda se encontram em fase de aprofundamento e coleta de provas.

Até às 18h11 desta terça, segundo a PF, a operação resultou na apreensão de R$ 251.502,00 em espécie, distribuídos em sete locais de busca, além de 33 aparelhos celulares, 34 mídias diversas (pen drives e computadores), quatro veículos e 114 documentos.

Saiba Mais
Partidos que apoiam Allyson para governador o defendem após operação da PF
Prefeito de Mossoró politiza ação da PF e fala em “perseguição”PF mira desvios na saúde no RN; prefeito de Mossoró entre alvos

Fonte: saibamais.jor.br

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