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AtualizaçõesUFRN cria grupo terapêutico para familiares de pessoas trans e travestis

UFRN cria grupo terapêutico para familiares de pessoas trans e travestis

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) tem uma nova iniciativa voltada ao acolhimento de familiares de pessoas em processo de transição de gênero. A ação é promovida pela Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp), por meio da Diretoria de Qualidade de Vida, Saúde e Segurança no Trabalho (DAS), em parceria com o Ambulatório Trans da instituição.

O Grupo Terapêutico com Familiares de Pessoas em Transição de Gênero terá início no dia 31 de março de 2026, com encontros mensais sempre às terças-feiras, das 14h às 16h, na sala 310 da DAS. A condução será feita pela psicóloga Angélica Gil, integrante do Ambulatório Trans da UFRN.

A proposta do grupo é oferecer um espaço coletivo de escuta e acolhimento, voltado a familiares que vivenciam, em seu cotidiano, a experiência da transição de gênero de pessoas próximas. Os encontros buscam promover a troca de experiências, o compartilhamento de sentimentos e a construção de redes de apoio entre participantes, em um ambiente considerado seguro e respeitoso.

De acordo com a equipe do Ambulatório Trans, os grupos terapêuticos desempenham um papel central no cuidado integral oferecido pelo serviço. “Os grupos terapêuticos são um componente fundamental no cuidado ofertado pelo Ambulatório Trans da UFRN, pois ampliam o atendimento para além da dimensão individual, criando espaços coletivos de escuta, partilha e construção de vínculos”, destaca a equipe.

Ainda segundo os profissionais, esses espaços são especialmente relevantes para a saúde mental da população trans e de seus familiares. “Para muitas pessoas trans, o acesso a ambientes seguros onde possam falar sobre suas experiências, desafios e conquistas é essencial para o fortalecimento da saúde mental e da autoestima”, afirmam.

Os grupos também contribuem para a redução de sentimentos de isolamento e estigmatização, além de favorecerem o acesso à informação sobre direitos e cuidados em saúde. No caso específico dos familiares, a proposta é ampliar a compreensão sobre identidade de gênero e fortalecer vínculos. “Os grupos destinados a familiares ajudam a promover compreensão, acolhimento e diálogo. Ao oferecer informação qualificada e um espaço de escuta, esses encontros contribuem para fortalecer vínculos familiares e ampliar o apoio social às pessoas trans”, reforça a equipe.

Para Geja Muniz, estudante da UFRN, pessoa trans e militante do Coletivo Cores, a iniciativa representa um avanço importante no fortalecimento de redes de apoio dentro e fora da universidade. “O ambulatório T é um aparelho muito importante para a comunidade trans da UFRN e, com esse grupo, eu tenho certeza que vai proporcionar não só um ambiente seguro e acolhedor dentro da universidade, mas que a atividade também vai fortalecer ambientes seguros e acolhedores fora da universidade também, com as famílias da população trans que estudam na UFRN”, afirma em entrevisra à Agência Saiba Mais.

Geja também chama atenção para a necessidade de ampliar o entendimento sobre acolhimento. “O acolhimento não precisa ser só institucional, não precisa ser só nos hospitais, na saúde pública, nas universidades, no trabalho. O acolhimento precisa ser de uma perspectiva comunitária para que a gente consiga, de fato, ter um bem viver e um bem-estar efetivo em todos os nossos espaços, inclusive dentro da nossa casa e com nossas famílias”, completa.

As pessoas interessadas em participar podem entrar em contato diretamente via WhatsApp, pelo número (84) 99480-6815. Não é necessário agendamento prévio.

SAIBA MAIS:
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Fonte: saibamais.jor.br

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