Estudantes em Natal preparam um ato nesta terça-feira (31) contra o reajuste da tarifa de ônibus na capital, que passou de R$ 4,90 para R$ 5,20. A manifestação vai acontecer a partir das 8h30 em frente à sede da Prefeitura.
O ato é convocado por entidades do movimento estudantil. O novo aumento passou a valer a partir deste domingo (29), sendo o primeiro reajuste da tarifa de ônibus na gestão do prefeito Paulinho Freire (União). O último aumento havia sido dado no final de dezembro de 2024 pelo ex-prefeito Álvaro Dias (PL). Na ocasião, a passagem passou de R$ 4,50 para R$ 4,90.
Luana Bezerra, presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE-RN), critica a forma como a reunião do Conselho Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana (CMTMU) foi convocada pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU).
“A gente tem visto que a Prefeitura tem orquestrado algumas ações, e uma delas é em relação ao aumento da passagem. Chamou uma reunião com o Conselho de forma imediata, sem aviso prévio sobre a pauta, e queria que fosse votado um pacote único, onde nesse pacote tinha sim sobre o passe livre, a tarifa zero, mas também sobre o aumento da passagem que não beneficia os trabalhadores”, diz.
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A liderança estudantil se refere ao anúncio do pacote para reduzir o impacto do aumento da tarifa, como a gratuidade para estudantes da rede pública estadual, a tarifa zero aos domingos e a gratuidade em um sábado por mês, com foco nos centros comerciais do Alecrim e da Cidade Alta. Um projeto de lei ainda será enviado à Câmara Municipal para regulamentar os benefícios tarifários. No entanto, o aumento da tarifa já começou a valer.
Luana Bezerra diz que a tarifa zero aos domingos vai ser aplicada num dia em que a frota de ônibus na capital já é reduzida. Em relação à gratuidade para estudantes, a medida não beneficia estudantes de universidades.
“A questão do passe livre não contempla os estudantes universitários, e a gente sabe que também é prejudicial porque é uma das grandes parcelas que utilizam o transporte público, seja para trabalhar, para ir até a universidade. Aumentar para R$ 5,20 sem nenhum aviso, onde a população tem que pagar a conta da Prefeitura, eu acho que isso não cabe a nós enquanto sociedade”, critica.
Já Alison Kauan, coordenador geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFRN, avisa que o conjunto do movimento estudantil prepara uma reação a essas medidas.
“Estamos nos organizando para que a gente possa realmente construir um mega ato na frente da Prefeitura, para que a gente possa dar uma resposta ao prefeito que isso é um ataque à classe trabalhadora principalmente, que é a parte mais afetada, mas que também é um ataque à permanência dos estudantes universitários. Nós queremos um passe livre irrestrito para todos os estudantes da rede municipal, federal ou estadual, para que todos sejam acompanhados”, reivindica.
Fonte: saibamais.jor.br




