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CidadesNatalMães atípicas protestam contra suspensão de transporte para terapias em Natal

Mães atípicas protestam contra suspensão de transporte para terapias em Natal

Na manhã desta terça-feira (5), mães de crianças com necessidades especiais se reuniram em frente à Prefeitura de Natal para protestar contra a suspensão do Programa de Acessibilidade Especial Porta a Porta (Prae). O serviço, que transporta pacientes até os locais de terapia na capital potiguar, foi interrompido sem aviso prévio, causando surpresa e indignação nas famílias afetadas.

Segundo os manifestantes, o anúncio da paralisação foi feito de forma inesperada pelos motoristas, que informaram às famílias na última segunda-feira (4) que o atendimento não estaria mais disponível. A notícia pegou muitos de surpresa e gerou questionamentos sobre a continuidade dos tratamentos das crianças, considerados essenciais para a qualidade de vida dos pacientes.

Mães enfrentam dificuldades para garantir o atendimento dos filhos

Maria do Carmo, mãe de uma adolescente de 14 anos que possui hidrocefalia e outras condições de saúde, compartilhou a aflição que sente diante da situação. “Eles não tiveram nem a responsabilidade, o respeito pelos nossos filhos especiais, de avisar diretamente. A gente ficou sabendo por terceiros, pelos motoristas, que ficaram com pena e disseram. Eram 20 carros, agora só tem três que não dão para a demanda. Esse carro do Prae é muito responsável pela qualidade de vida e saúde da minha filha”, desabafou.

A realidade financeira das famílias também agrava o problema, já que muitas delas dependem do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para arcar com as despesas dos filhos. “A gente que vive com o salário mínimo, que é o BPC das crianças, não tem condição de estar pagando carro, porque se for pagar, não vai ter medicação, alimentação, fralda. Além disso, ainda tem discriminação, porque alguns motoristas de aplicativo não querem pessoas com deficiência, recusam”, relatou Maria do Carmo.

Famílias clamam por apoio e sensibilidade

Outra mãe presente no protesto, Adriana Carvalho, de 51 anos, expressou sua frustração com a falta de informação e sensibilidade diante da suspensão. “É mais uma luta. E agora, o que a gente vai fazer? Como essas crianças vão para a terapia? Porque terapia para essas crianças é vida e saúde mental para as mães e para os pais, porque isso tira até o nosso sono. A gente sofre demais, nós precisamos de acolhimento, de sensibilidade, de empatia. Ninguém suspende um serviço assim”, declarou Adriana.

Secretaria promete esclarecimentos

Até o momento, a Secretaria de Saúde Pública de Natal ainda não apresentou uma explicação para a suspensão do Prae. Em resposta, a secretaria afirmou que reuniões seriam realizadas ao longo desta terça-feira (5) para discutir o tema e que apenas após esses encontros seria possível emitir um posicionamento oficial.

A suspensão do Prae levanta questionamentos sobre o acesso das famílias a serviços essenciais e reforça o pedido das mães por um tratamento mais humano e acessível aos que dependem do transporte especializado para manter a rotina de cuidados médicos de seus filhos.

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