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Protesto na Janela Lúdica: famílias e profissionais denunciam corte de honorários e risco a crianças com autismo

Um clima de tensão marcou a última quarta-feira (20) na clínica Janela Lúdica, em Lagoa Nova, Natal, quando mães de pacientes e profissionais de saúde se mobilizaram contra cortes drásticos nos honorários pagos pela operadora Humana Saúde e a interrupção de atendimentos. A clínica, referência no tratamento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), viu a situação escalar a ponto de a empresa acionar a Polícia para conter o protesto. Vídeos compartilhados nas redes sociais registram a revolta de familiares e pacientes.

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Segundo testemunhas, a medida da Humana Saúde reduziu em 50% os pagamentos aos profissionais sem qualquer negociação prévia. “Essas mães estavam revoltadas porque durante muitos meses tentam consultas, têm dificuldades em função da alta demanda e ontem esse tratamento foi interrompido. Os profissionais não pararam por completo, mas houve uma paralisação parcial. As mães entenderam perfeitamente a reivindicação deles e acharam justas. Elas ficaram extremamente insatisfeitas com a atitude do plano de saúde”, disse uma fonte que preferiu não se identificar.

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Entre as críticas das famílias está a superlotação da clínica, que antes atendia cerca de 60 crianças e hoje já recebe aproximadamente 300, segundo relatos. “Descredenciaram clínicas e jogaram todas as crianças dentro da Janela Lúdica, sem ter condições de atender, sem profissionais suficientes. Estão pagando R$ 17 a hora trabalhada, menos 10%, ou seja, R$ 15,30. Nenhum profissional quis ficar. Nossos filhos vão ficar sem tratamento”.

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O descontentamento levou à organização de um novo protesto, marcado para a próxima segunda-feira (25), às 14h, em frente ao supermercado Nordestão, na Av. Salgado Filho. Mães e profissionais esperam chamar a atenção da sociedade e das autoridades sobre o que consideram um desrespeito grave à saúde e ao direito de crianças com autismo. “Nossos filhos não podem ficar sem tratamento. A Humana precisa ser responsabilizada”, concluiu.

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