Em vídeo divulgado nas redes sociais da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), o secretário Alexandre Motta rebateu uma notícia veiculada por um blog de Natal, com linha editorial bolsonarista, que afirmava que um paciente teria falecido por falta de água no Hospital Deoclécio Marques de Lucena, em Parnamirim. A informação chegou a ser compartilhada pelo senador Styvenson Valentim (PSDB), motivando a manifestação de Motta. “Isso é uma coisa muito grave, porque, inclusive, um senador repercutiu o fato em suas redes sociais. Tem político que não pode ver a mentira passando, que já logo pega carona”, declarou o gestor.
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A diretora do hospital, Maria José Pontes, que participou do vídeo ao lado do secretário, explicou que houve, de fato, uma falta momentânea de água, registrada no prontuário do paciente. No entanto, ela esclareceu que o serviço foi imediatamente restabelecido com o apoio de um carro-pipa e que o centro cirúrgico funcionou normalmente durante todo o dia. “No dia em que houve a falta momentânea de água, realizamos cinco cirurgias ortopédicas e uma geral. Nenhuma cirurgia foi cancelada por causa de água”, reforçou a diretora, lembrando que mensalmente o hospital realiza mais de 500 cirurgias ortopédicas e cerca de 200 cirurgias gerais.
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O diretor médico do Deoclécio Marques, Leonardo Barros, detalhou o estado clínico do paciente envolvido. Segundo ele, o homem deu entrada no hospital na segunda-feira (15) apresentando um abdômen infeccioso e passou por cirurgia e tratamento clínico na enfermaria. Na segunda-feira seguinte (22), o quadro clínico do paciente piorou, e a equipe médica decidiu interná-lo na UTI para estabilização antes de realizar a cirurgia, que ocorreu no dia seguinte. “O paciente não estava em condições clínicas para ser operado naquele momento. A equipe optou por estabilizá-lo e só então prosseguiu com o procedimento cirúrgico”, explicou.
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O secretário Alexandre Motta enfatizou a importância do Hospital Deoclécio Marques não apenas para Parnamirim, mas também para Natal e demais municípios do Rio Grande do Norte. Ele pediu respeito aos profissionais da unidade e criticou o uso político e midiático de casos isolados. “Qualquer caso isolado não pode ser usado para fazer jornalismo mentiroso e política mentirosa. Tem jornalista que faz disso sua profissão, a mentira como devoção. Pense nisso quando analisar próximas reportagens e postagens de quem só quer criar conflito e causar ódio”, disse Motta.
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*Com informações do Saiba Mais Jornal
