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Saúde PúblicaHomem morre após deixar hospital sem receber alta; família questiona segurança da...

Homem morre após deixar hospital sem receber alta; família questiona segurança da unidade

Um homem foi encontrado morto na Avenida Capitão-Mor Gouveia, na Zona Oeste de Natal, após ter deixado o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel sem receber alta médica. A família acusa a unidade de negligência e questiona como o paciente conseguiu sair durante um surto, enquanto a Polícia Civil investiga o caso.
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Aldenir Valera, de 46 anos, pintor automotivo, morava no bairro Nova Esperança, em Parnamirim, na Grande Natal. De acordo com os familiares, ele sofria de alcoolismo e tabagismo e apresentava crises frequentes. Na quarta-feira, 22 de outubro, Aldenir foi espancado em uma confusão com um vizinho e levado ao hospital com traumatismo craniano. Segundo a família, ele chegou a se envolver em uma nova briga dentro da unidade.
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A irmã do paciente, Alda Valera, registrou um vídeo mostrando Aldenir agitado pelos corredores do hospital, e acredita que ele estava desnorteado devido ao traumatismo e à abstinência. Ela ainda relatou que não podia permanecer com o irmão à noite, porque precisava cuidar da mãe de 91 anos, cadeirante, e o hospital não permitia a presença do filho do paciente, por ser menor de idade.
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No sábado (25), às 5h48, Aldenir deixou o hospital pela portaria lateral, sem a presença de seguranças e sem que a família fosse comunicada. A fuga foi registrada pelas câmeras de vigilância, mas a equipe da enfermagem inicialmente não soube informar seu paradeiro. No domingo (26), o corpo do paciente foi encontrado já sem vida. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) sem identificação, e a família só foi informada três dias depois, na quarta-feira (29). O sepultamento ocorreu na quinta-feira (30), em Parnamirim.
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Em nota, o Hospital Walfredo Gurgel confirmou que o paciente deixou o pronto-socorro sem autorização e informou que a equipe percebeu a ausência minutos depois, acompanhando o caso. A direção lamentou o ocorrido e afirmou que revisará os protocolos de segurança da unidade.
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Alda Valera, irmã da vítima, afirmou: “Eu quero Justiça. Para que o que aconteceu com meu irmão não aconteça com outras pessoas.”

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