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Atualizaçõesdocumentário conta vida do radialista Caby da Costa Lima

documentário conta vida do radialista Caby da Costa Lima

Os fãs e amigos do radialista Caby da Costa Lima poderão, em breve, matar um pouco da saudade do camaradinha, ao vê-lo no filme produzido em sua homenagem pela dupla Esdras Marchezan e Alice Lira Lima. Esdras é jornalista e documentarista, além de professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (Uern), e dirige o documentário de curta metragem “Alô, Camaradinha”. Alice é também jornalista, filha de Caby, e assina o roteiro do filme, junto de Esdras.

A ideia para o filme, que deve ter suas primeiras exibições em março deste ano, começou a ser desenhada ainda em 2023, quando Esdras conheceu Alice e viu algo muito especial na relação dela com o pai, alguém que ele já pensava retratar em um novo trabalho.

Desde que Caby nos deixou, fiquei pensando em como devemos contar e preservar a história de pessoas que tanto contribuíram com a nossa cidade. Ao conhecer Alice e sua história com Caby, percebi que o filme que eu queria fazer ia além do histórico. Era preciso contar a história do afeto”, explica. É nessa linha que o filme se desenvolve, com Alice tendo papel especial na narrativa sobre seu pai, figura emblemática e querida demais pelos mossoroenses.

Caby com Alice Lima I Foto: cedida

“Alô, Camaradinha” é o terceiro documentário de Esdras Marchezan. Produzido com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, com operacionalização da Secretaria de Cultura de Mossoró, o filme tem direção de Esdras, roteiro e argumento dele e Alice Lira Lima, produção executiva de Izaíra Thalita e Íntegra Comunicação, edição e montagem de Romero Oliveira, interpretação em libras de Daniel Guedes, e designer de João Azevedo, da LabCais.

Quem é Caby

Caby da Costa Lima se definia como publicitário, colunista, escritor e “cuspidor de microfone”. Filho de José Izídio Lima e de Maria Nazaré da Costa Lima, pai de Alice Marina e Marina Alice, Raimundo Nonato da Costa Lima, o Caby, nasceu aos 11 de maio de 1957, em Mossoró/RN, mas dizia, carinhosamente, ser de Patu-RN, em homenagem ao pai, que ficava orgulhoso quando ouvia tal declaração.

Tornou-se radialista por causa do futebol – dizem até que jogava bem. Aos 14 de julho de 1972, participou de um torneio da imprensa contra o time da indústria Fitema. Na ocasião, o comentarista esportivo Lupércio Luís de Azevedo perguntou se ele queria jogar no gol. Caby aceitou e, dessa partida, recebeu o convite para ingressar nos quadros da Rádio Tapuyo, como repórter suburbano.

Foto: cedida

A marca registrada de Caby era os tamancos que usava desde a juventude, em todas as ocasiões, fossem simples ou requintadas. “Quando você usa tamanco, você fica à vontade, você se solta, você tira o pé fácil e, de repente, está descalço”, justificava, embora tenha enfrentado problemas, como da vez em que foi barrado no Maracanã, no Rio de Janeiro, por causa da peça mais importante do seu figurino. Na época, tamanco era visto como arma nos estádios. Nas vezes seguintes, para driblar a fiscalização, o Camaradinha entrava de tênis e os trocava pelos tamancos assim que chegava à cabine de transmissão.

Enquanto narrador esportivo, transmitiu diversas partidas importantes de futebol, uma delas, a da classificação do Brasil para a Copa do Mundo de 1994 (Brasil x Uruguai), pela Rádio Difusora em companhia do repórter Jota Régis. Dos eventos locais, lembrava com nostalgia, a disputa emocionante entre Baraúnas e Potiguar, em 1979.

Além de radialista, com passagem pelas rádios Tapuyo, Difusora, Libertadora, Resistência e Santa Clara, Caby da Costa Lima foi presidente de clube de futebol, o Potiguar, publicitário, escreveu para os jornais Gazeta do Oeste e o Mossoroense, e publicou vários livros. Sua longa trajetória editorial começa com O Mancha e termina com o Azougue 8.

Aos 23 de janeiro de 2018, diretamente do hospital Wilson Rosado, em Mossoró/RN, onde estava internado desde o dia 8 daquele mês, resolveu entrevistar o “Cara Lá de Cima”, como falava, para o Som do Caby. Deixou por aqui uma legião de admiradores e, como costumava dizer, uma lista interminável de “muitos bons amigos”.

Fonte: saibamais.jor.br

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