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Filiado há apenas um ano ao PSDB, Styvenson vai trocar de partido pela 3ª vez

O senador Styvenson Valentim, filiado há apenas um ano ao PSDB, vai trocar de partido mais uma vez. Ele está de malas prontas para se transferir para o Republicanos do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (PB). Essa será a terceira mudança de legenda do político potiguar desde que se elegeu pela primeira vez em 2018 pelo Rede Sustentabilidade (REDE).

Em 2019, Styvenson trocou o seu partido original pelo Podemos (PODE), onde permaneceu até janeiro de 2025. No dia 1º de fevereiro do mesmo ano, ele anunciou sua filiação ao PSDB. O senador afirmou à época que sua saída da antiga legenda havia sido motivada por um racha durante o processo sucessório para a Presidência do Senado.

“Não concordei com a decisão de dividirmos o posicionamento do partido que, a meu ver, deveria ter se posicionado em bloco. Recebi o convite do senador Plínio Valério (PSDB-AM, atual líder do partido na Casa) e decidi aceitar”, explicou, à época, o senador.

A filiação ao PSDB, na verdade, tinha como objetivo principal assegurar a vaga de 3º suplente de secretário na composição da Mesa Diretora do Senado para o biênio 2025-2026. Styvenson apoiou a eleição de Davi Alcolumbre (União-AP), enquanto outros senadores do seu então partido, como Marcos do Val (ES) e Soraya Thronicke (MS), anunciaram candidaturas próprias, mas retiraram em seguida.

Styvenson, agora candidato à reeleição, acertou com Hugo Motta sua ida ao Republicanos, que integra a base de apoio do presidente Lula (PT).

O senador, no entanto, faz parte do grupo bolsonarista que apoia a pré-candidatura a governador do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, que, por sua vez, deverá trocar o Republicanos pelo PL do senador Rogério Marinho.

De outsider político a aliado de Rogério Marinho

Fotos: Divulgação

Styvenson Valentim estreou na política surfando na onda do antipetismo, do voto “antissistema” e da rejeição aos partidos tradicionais em 2018. Depois de 2022, quando tentou se eleger governador, mas ficou apenas em terceiro lugar na disputa, ele deu uma guinada em seu perfil de “outsider”, aderiu ao pragmatismo que dizia combater e se aproximou de figuras como Rogério Marinho, um dos nomes mais representativos do “mainstream” político do Rio Grande do Norte, envolvido em denúncias sobre o caso do “orçamento secreto”, criado no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Egresso da Polícia Militar, onde construiu fama de linha dura no comando da Lei Seca em Natal, Styvenson apresentou-se ao eleitorado com um discurso moralista, avesso a alianças e supostamente comprometido com o combate à corrupção que seria uma característica daquilo que ele classificava como “velha política”.

O tempo, no entanto, somado ao pragmatismo eleitoral, levou o senador a fazer ajustes na imagem do personagem que ostenta nas redes sociais. Styvenson não apenas suavizou o discurso moralista como se aliou aos maiores representantes do sistema que ele dizia combater.

Embate com Rogério Marinho no Senado

Em dezembro de 2021, Styvenson protagonizou um dos momentos de maior tensão da Comissão de Transparência do Senado Federal ao confrontar Rogério Marinho, então ministro do Desenvolvimento Regional, sobre a liberação de R$ 1,4 milhão do orçamento secreto para a construção de um mirante turístico em Monte das Gameleiras, na região Agreste do Rio Grande do Norte.

A atração turística, segundo denunciou o jornal “Estado de São Paulo”, serviria para valorizar o condomínio de 100 casas batizado de “Clube do Vinho”, erguido em um terreno vizinho ao futuro mirante, de propriedade de Rogério Marinho, em sociedade com Francisco Soares de Lima Júnior, seu ex-assessor de confiança no Ministério do Desenvolvimento Regional.

Foi Styvenson quem apresentou o requerimento que levou Marinho a prestar esclarecimentos no Senado Federal. O encontro foi tenso: Marinho reagiu aos questionamentos de Styvenson acusando-o de fazer “ilações”, além de tentar desqualificá-lo.

À época, Styvenson ainda se colocava como um dos poucos independentes no Senado Federal, supostamente distante da polarização entre petistas e bolsonaristas e crítico à prática dos “conchavos” e do “toma-lá-dá-cá”.

A aproximação com Rogério Marinho representou não só uma mudança em seu discurso, mas uma flagrante contradição de Styvenson. O senador bolsonarista, além do envolvimento com o orçamento secreto, também é acusado em ação judicial de peculato.

O caso envolve a suposta contratação de funcionários fantasmas durante o período em que Rogério Marinho presidiu a Câmara Municipal de Natal, entre 2005 e 2007. Em 2022, o senador pediu o arquivamento da ação penal, mas o recurso foi negado pela 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Fonte: saibamais.jor.br

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