No evento de lançamento da pré-candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado faltou honestidade.
Quem percebeu foi o chefe da Casa Civil do governo Fátima, Raimundo Alves.
Durante uma entrevista concedida ao programa Tamo Junto, da FM Universitária, Raimundo chamou a atenção para o fato de nenhum orador da cerimônia ter usado a palavra “honestidade” como referência ao prefeito de Mossoró.
No palanque de Allysson estavam Walter Alves, José Agripino Maia, João Maia, Robinson Faria, Zenaide Maia e Jaime Callado, mas nenhum deles teve coragem de chamar o colega de honesto.
Na política, honestidade é um atributo muito valorizado no discurso.
O rega bofe foi improvisado uma semana depois que a Polícia Federal bateu à porta de Allysson Bezerra numa grande operação de combate à corrupção que envolveu outros cinco prefeitos, todos ligados a municípios da região Oeste: Serra do Mel, Mossoró, Paraú, São Miguel, José da Penha e Tibau.
Allysson é acusado de participar de um esquema criminoso de desvio de recursos públicos e fraudes em licitações na área da saúde no Rio Grande do Norte. Segundo as investigações da PF, o dinheiro que os acusados botaram no bolso iria para a saúde. Em uma ligação interceptada com autorização judicial, um empresário diz que, na matemática de Mossoró, R$ 60 mil foi pago ao prefeito, o equivalente a 15% de um dos contratos.
O prefeito mossoroense nega todas as acusações e tem afirmado que é vítima de uma complô pelo fato de liderar as pesquisas de opinião para o governo estadual.
O lançamento da pré-candidatura de Allyson contou com a presença de apenas 16 prefeitos, menos de 10% da quantidade de municípios do Rio Grande do Norte.
O evento foi batizado de “RN do futuro”.
Das duas, uma: ou teremos um futuro sombrio no Estado ou faltou honestidade também no nome da festa antecipada.
Fonte: saibamais.jor.br



