O novo Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), divulgado na última sexta-feira (13), apontou que o Rio Grande do Norte é o estado mais seguro do Nordeste e o 4º do Brasil – um avanço de duas posições em relação a 2024.
Nas redes sociais, a governadora Fátima Bezerra (PT) comemorou o resultado afirmando que isso é resultado dos mais de R$ 500 milhões investidos na área pela sua gestão desde 2019.
“Isso é resultado de trabalho e investimento: foram mais de R$ 500 milhões destinados à Segurança Pública entre 2019 e 2025, mais de 5 mil agentes de segurança nomeados e 9 concursos realizados. O RN tá muito melhor do que já foi”, disse a governadora.
Fátima também citou as 730 novas viaturas adquiridas para renovar a frota as forças de segurança pública do Rio Grande do Norte, além das novas sedes da Polícia Científica e a da Cidade da Polícia Civil.
“É gestão baseada em dados, planejamento e integração das forças de segurança. Mais do que um número, esse resultado representa mais proteção, mais tranquilidade e mais qualidade de vida para o povo. Vamos seguir trabalhando com responsabilidade e compromisso para consolidar e ampliar esses avanços”, completou a governadora.
Segurança Pública representa 12,6% do Ranking de Competitividade
Os Rankings de Competitividade dos Estados e dos Municípios são elaborados pelo Centro de Liderança Pública para mensurar a capacidade dos entes federativos brasileiros em gerar bem-estar para a população.
A partir dos dados oficiais, os rankings oferecem um raio-X da gestão pública local a partir de indicadores estruturados em pilares como educação, saúde, segurança pública, infraestrutura, inovação e sustentabilidade ambiental.
O eixo segurança pública representa 12,6% da composição do ranking do CLP, que leva em conta indicadores como atuação do sistema de justiça criminal, percentual de presos sem condenação, déficit de vagas no sistema prisional, mortes a esclarecer, mortalidade no trânsito, segurança pessoal e patrimonial, qualidade das informações sobre criminalidade, além de dados sobre violência sexual e feminicídio.
Mais do que um número, esse resultado representa mais proteção, mais tranquilidade e mais qualidade de vida para o povo. Seguiremos trabalhando com responsabilidade e compromisso para consolidar e ampliar esses avanços”, disse a governadora Fátima Bezerra.
Para o titular da Secretaria Estadual da Segurança Pública e Defesa Social (Sesed), coronel Francisco Araújo, o desempenho reflete a integração das forças de segurança, o investimento em inteligência, tecnologia e valorização profissional, além da atuação coordenada com o Poder Judiciário e demais instituições parceiras.
“Este resultado demonstra que o trabalho técnico, baseado em dados e planejamento estratégico, tem gerado resultados concretos para a população potiguar”, declarou, acrescentando que a pasta seguirá “avançando na consolidação de políticas públicas que garantam mais segurança e qualidade de vida”.
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RN passou de estado mais violento em 2017 para o que mais reduziu homicídios entre 2022 e 2023

O Atlas da Violência 2025, divulgado em maio passado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), apontou que o Rio Grande do Norte foi o estado que mais reduziu a taxa de homicídios entre 2022 e 2023 no Brasil.
A média, segundo o estudo, despencou de 32,5 para 26,4 mortes para cada 100 mil habitantes.
Os dados também mostraram que, em números absolutos, o recuo dos casos de homicídio no RN foi de 18,2%, passando de 1.167 homicídios em 2022 para 955 em 2023.
Desde o início da série histórica em 2013, foi a primeira vez que o estado registrou menos de mil homicídios em um ano. Nesse período, o pico de violência foi em 2017, quando o número de assassinatos chegou a 2.203.
Não por acaso, foi nesse mesmo ano que ocorreu a rebelião mais violenta da história do sistema prisional do Rio Grande do Norte, provocada pela disputa de duas facções criminosas na Penitenciária de Alcaçuz, no município de Nísia Floresta, que ficou conhecida como “Massacre de Alcaçuz”.
Iniciada em 14 de janeiro de 2017, a rebelião terminou no dia seguinte com a morte de 26 detentos, em condições de extrema brutalidade. Na época, a penitenciária abrigava 1.150 presos, mas sua capacidade era para apenas 620.
Em 2018, último ano da gestão do ex-governador e atual deputado federal Robinson Faria (PP), o número de homicídios caiu, mas ainda estava em um patamar considerado elevado para um estado pequeno como o Rio Grande do Norte: 1.825.
Fonte: saibamais.jor.br



