spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
AtualizaçõesAliados de Álvaro apostam em desgaste de Allyson Bezerra com operação da...

Aliados de Álvaro apostam em desgaste de Allyson Bezerra com operação da PF

Os integrantes da bancada bolsonarista na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), formada pelos deputados estaduais que apoiam a pré-candidatura a governador do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos), apostam que a Operação Mederi causará um abalo na pré-candidatura a governador do prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União).

É o que pensa, por exemplo, o deputado estadual Luiz Eduardo (PL), para quem a operação deverá causar um “desgaste na imagem” do prefeito, que é suspeito de ser um dos beneficiários do esquema de distribuição de propina batizado de “Matemática de Mossoró” pela Polícia Federal (PF).

“Eu acredito que desgasta a imagem dele sim. Ninguém recebe a Polícia Federal em casa com tranquilidade dizendo que vai tomar café da manhã”, comentou o deputado, ironizando o prefeito, que afirmou estar “tranquilo” após ser alvo de busca e apreensão em sua casa, em um condomínio de luxo em Mossoró.

Luiz Eduardo (PL) ironiza declaração do prefeito Allyson Bezerra (União), que se disse “tranquilo” após busca e apreensão da PF. Foto: Alisson Almeida

“Não tem esse negócio de receber com tranquilidade, não tem esse negócio de cordialidade”, provocou o parlamentar.

Luiz Eduardo citou que “já estão surgindo fatos sobre conta laranja, inclusive em nome de pessoas menores de idade, além de algumas omissões no pronunciamento do pré-candidato a governador sobre materiais que foram apreendidos na casa dele”. “Está tudo vindo à luz”, comentou.

Saiba Mais: Acusado de receber propina, Allyson nega ter controle sobre gastos de Mossoró

Em declaração após operação, prefeito omitiu itens apreendidos

O parlamentar fez referência à informação publicada originalmente pelo “Blog do Dina” sobre a suposta omissão do prefeito a respeito do material efetivamente apreendido em sua casa pela Polícia Federal.

Em vídeo publicado nas redes sociais após a deflagração da operação no final de janeiro, o pré-candidato a governador, além de dizer que “nada tinha a esconder”, afirmou que apenas um celular, um notebook e dois HDs haviam sido levados pela PF.

Documentos obtidos pelo “Blog do Dina”, no entanto, revelam que, além dos itens citados pelo prefeito, foram apreendidos também um aparelho celular descartável, dois celulares modelo iPhone, um MacBook Air Apple, dois HDs Externos (marcas WD e Seagate), um pen drive preto e um cartão de memória MicroSD de 16GB.

De acordo com o auto de apreensão assinado pelos agentes da PF, revelado pelo “Blog do Dina”, o prefeito se recusou a fornecer as senhas dos dois iPhones e do MacBook, contrariando o que o gestor afirmou no vídeo, quando assegurou que tinha “total interesse em colaborar” com as investigações.

Esquema usou “conta laranja” em nome de menor de idade, identificou PF

Luiz Fernando também citou a “conta laranja” identificada pela Polícia Federal em nome de uma estudante menor de idade, usada pelos operadores da suposta rede de propinas e fraudes em licitações na área da saúde na Prefeitura de Mossoró. A informação foi revelada pelo jornal “O Estado de São Paulo”.

De acordo com a reportagem do “Estadão”, a menor de idade usada pelos operadores do esquema é a filha de Oseas Monthalggan, sócio da empresa Dismed, apontado como responsável pela organização e distribuição da propina aos agentes públicos, incluindo o prefeito Allyson Bezerra.

A mãe dela, Roberta Ferreira Praxedes da Costa, é proprietária da Drogaria Mais Saúde, que também está envolvida na entrega de propinas e em contratos fraudulentos, segundo a PF.

A conta fantasma em nome da filha do dono da empresa farmacêutica, ainda segundo a reportagem do “Estadão”, com informações obtidas junto à PF, movimentou R$ 427 mil em um ano após contratos com o município de Serra do Mel, distante cerca 250 KM de Natal.

O uso da conta laranja era uma estratégia para não chamar a atenção dos investigadores e dos órgãos que mapeiam o fluxo de dinheiro.

Saiba Mais: Menor foi usada em rede de propinas que atinge prefeito de Mossoró, diz PF

Esquema movimentou R$ 13,5 milhões entre 2021 e 2025, aponta relatório da PF

Allyson Bezerra com empresário Oseas Monthalggan, sócio da empresa Dismed. Foto: Reprodução Redes Sociais

Entre 2021 e 2025, o esquema movimentou R$ 13,5 milhões pagos à Dismed, que repassou R$ 60 mil ao prefeito Allyson Bezerra. O valor seria o equivalente a 15% de um dos contratos fraudados firmados pela empresa farmacêutica com a Prefeitura de Mossoró, ainda de acordo com a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da República (CGU).

A suspeita do repasse ao pré-candidato a governador é reforçada pela proximidade entre o sócio da Dismed e o prefeito Allyson Bezerra. O pagamento da propina foi revelado através de uma escuta ambiental instalada pela Polícia Federal no escritório da empresa farmacêutica em Mossoró.

Organograma da propina da “Matemática de Mossoró”. Foto: Reprodução

Nas conversas gravadas, Oseas Monthalggan explica a um interlocutor como funcionava a “Matemática de Mossoró”.

A Prefeitura de Mossoró, segundo a transcrição da conversa, havia emitido uma ordem de compra de medicamentos no valor de R$ 400 mil. No entanto, a empresa entregou apenas o equivalente a R$ 200 mil. A diferença seria distribuída entre os participantes do esquema.

O prefeito Allyson Bezerra, ainda de acordo com as interceptações, receberia um repasse de R$ 60 mil, equivalente a 15% do contrato da Prefeitura de Mossoró com a Dismed.

Sede da Dismed em Mossoró. Reprodução/Google Street View.

A PF cita em seu relatório que Allyson Bezerra e Oseas Monthalggan mantêm uma “proximidade política” e usa como exemplo uma foto publicada nas redes sociais.

“Durante a captação ambiental, seu nome foi mencionado pelos sócios Oseas e Moabe acerca de esquemas de pagamentos de propina envolvendo contratos com a prefeitura de Mossoró”, registra a PF em trecho do relatório da Operação Mederi.

O vice-prefeito de Mossoró, Marcos Bezerra (PSD), também é acusado pela PF de operar “o topo do esquema” junto com Allyson Bezerra.

“Em relação a Allyson e Marcos, há referências nominais específicas nas conversas indicando recebimento de valores”, diz a Polícia Federal.

Além de Mossoró, as fraudes também teriam ocorrido nos municípios potiguares de José da Penha, São Miguel, Serra do Mel, Paraú e Tibau. Foram cumpridos, ainda, mandados em Natal e Upanema.

O que dizem as defesas dos investigados

A defesa da Dismed e de Oseas, em nota, afirmou que está “confiante de que o esclarecimento técnico e documental demonstrará a inexistência de qualquer conduta criminosa”.

No dia da operação, o prefeito mossoroense publicou um vídeo se defendendo das acusações nas redes sociais. Allyson Bezerra tentou politizar a investigação, atribuindo a ação ao fato de ser pré-candidato a governador.

“Agora, ano eleitoral e em que o nome da gente aparece na primeira posição, nosso nome foi citado e houve essa investigação. Vou enfrentar com muita fé, coragem e integridade de entregar tudo o que me for solicitado. Faço questão de que toda investigação seja conduzida com total rigor da lei. Confio na Justiça”, disse, sem, no entanto, falar sobre sua proximidade com o sócio da empresa citada como pivô do suposto esquema.



Fonte: saibamais.jor.br

- Publicidade -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

Matérias Relacionadas

“Meu sonho é que ela consiga ir”

A atriz potiguar Alice Carvalho embarca para Los Angeles...

STJD já afastou perda de pontos ao aplicar proporcionalidade e primazia da competição

Precedente ganha peso para julgamento do TJD-RN nesta quinta O...

Após 1 ano, metas de Paulinho travam em drenagem e transporte

Um ano após a realização da primeira leitura da...

Potiguar de Parnamirim, acusado por atos golpistas começa a ser julgado

Um dos últimos potiguares réus pelo 8 de janeiro...

Como esquerda e direita do RN reagiram a desfile que homenageou Lula

O desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao...

Potiguar Ivan Baron confirma filiação ao PT e candidatura a deputado estadual

O influenciador Ivan Baron confirmou que vai se filiar...

Parnamirim celebra o maior Carnaval da sua história com mais de meio milhão de foliões

A cidade de Parnamirim viveu um momento histórico com...

Coletivo transforma Felipe Camarão em território de arte-educação

Na esquina entre a garagem de uma casa e...

a preservação como política de destino

Criado por empresários ligados à Associação de Hoteleiros de...