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Jornalista é vítima de intolerância nas redes sociais ao cobrir Carnaval na Redinha

O jornalista Fernando Azevêdo, repórter da Tribuna do Norte, com passagem também pela Agência Saiba Mais e pela Folha de S.Paulo, foi vítima de comentários ofensivos nas redes sociais em uma publicação sobre o cortejo do tradicional bloco “Os Cão”, que percorre as ruas da Redinha nas terças-feiras de Carnaval em Natal. As mensagens citavam características físicas dele, em tom de deboche, para questionar a atuação do profissional.

Os ataques provocaram uma onda de solidariedade ao jornalista. O Sistema Tribuna de Comunicação emitiu nota repudiando “veementemente qualquer forma de discriminação, preconceito ou intolerância, sejam eles de gênero, raça, orientação sexual, origem regional, religião ou condição social”.

“O jornalista é um profissional respeitado, dedicado e, como todos de nossa equipe, é muito bem qualificado e comprometido com a informação e com a ética em todas as suas coberturas. Comentários desrespeitosos configuram ofensa grave e não serão tolerados”, escreveu o jornal em trecho da nota.

O veículo também fixou um comentário na publicação onde foram feitos os ataques dizendo que “comentários que desrespeitam características físicas ou pessoais de qualquer profissional configuram ofensa”, além de pregar que “respeito é um princípio básico”.

Sindicato dos Jornalistas manifesta “indignação e revolta” e cobra resposta de “autoridades competentes”

O caso também motivou uma nota do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte (Sindjorn-RN), que manifestou “indignação e revolta diante dos comentários ofensivos direcionados ao repórter Fernando Azevêdo”.

“O Sindjorn repudia qualquer manifestação de preconceito, discriminação ou ataques pessoais contra profissionais da imprensa. A competência de um jornalista não está em sua aparência, no tom de sua voz, no seu cabelo ou em sua orientação sexual”, diz o comunicado do Sindjorn.

O sindicato defendeu, ainda, que “todo profissional, especialmente no exercício de sua função, merece respeito”. “A liberdade de expressão jamais pode ser confundida com licença para ofender, humilhar, achincalhar ou disseminar preconceito e homofobia”, diz outro trecho da nota.

Além de se solidarizar com o repórter, o sindicato cobrou que as autoridades competentes atuem de maneira “firme, célere e rigorosa, para que casos como este não fiquem impunes”, lembrando que “rede social não é terra de ninguém” e que “comentários feitos no ambiente digital não garantem anonimato nem proteção contra a responsabilização legal”.

Governo do Estado repudia ataques a jornalista

O Governo do Estado, através da Assessoria de Comunicação Social (Assecom), também emitiu nota repudiando “as agressões e comentários ofensivos dirigidos ao repórter da Tribuna do Norte, Fernando Azevêdo”.

“Ataques pessoais e tentativas de intimidação contra profissionais da imprensa são inaceitáveis e atentam contra o livre exercício do jornalismo e o direito à informação”, diz o comunicado do governo, que se solidarizou com o jornalista e com toda a equipe da Tribuna do Norte.

A deputada federal Natália Bonavides (PT), em mensagem publicada em suas redes sociais, também manifestou solidariedade ao jornalista e afirmou que “a violência contra jornalistas é inaceitável”.

“Toda a nossa solidariedade ao jornalista Fernando Azevêdo, que foi alvo de discursos ofensivos nas redes sociais durante a cobertura do carnaval em Natal. A violência contra jornalistas é intolerável e não deve ser normalizada. Defender quem informa é defender a democracia”, disse a petista.

Até o fechamento dessa matéria, a petista havia sido a única parlamentar da bancada federal potiguar a se manifestar publicamente sobre os ataques ao jornalista.

Midiacom-RN defende que liberdade de imprensa e o exercício do jornalismo não podem ser alvos de violência, intimidação ou agressões pessoais”

O Sindicato das Empresas de Rádio, Televisão, Jornais e revistas do Rio Grande do Norte (Midiacom-RN) também manifestou “seu mais veemente repúdio aos ataques ofensivos dirigidos ao jornalista Fernando Azevêdo, durante a cobertura do bloco Os Cão, tradicional manifestação do Carnaval da Redinha, em Natal”.

“A liberdade de imprensa e o exercício do jornalismo não podem ser alvos de violência, intimidação ou agressões pessoais. Nos solidarizamos com o colega Fernando Azevêdo e com o Sistema Tribuna de Comunicação e reafirmamos o nosso compromisso com a defesa da atividade jornalística, do respeito aos profissionais da comunicação e da convivência democrática”, diz a nota.



Fonte: saibamais.jor.br

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