spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
AtualizaçõesBrisa é intimada para prestar depoimento em processo do caso “Rolé Vermelho”

Brisa é intimada para prestar depoimento em processo do caso “Rolé Vermelho”

A vereadora Brisa Bracchi (PT) foi oficialmente intimada nesta segunda-feira (2) sobre a reabertura da fase de instrução do processo que pede a cassação de seu mandato na Câmara Municipal de Natal (CMN). A medida atende a uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), que determinou que a parlamentar seja ouvida antes da conclusão do procedimento na Comissão Especial Processante.

De acordo com a intimação, assinada pela presidente da Comissão Especial Processante, vereadora Samanda Alves (PT), Brisa deverá prestar depoimento pessoal na próxima quinta-feira (5), às 17h, na sala de reuniões da Presidência da Câmara Municipal.

A reabertura da fase de instrução e a marcação do depoimento da vereadora para o dia 5 poderá levar a um novo arquivamento do caso, uma vez que o prazo de 90 dias para a conclusão do processo, segundo a defesa da parlamentar, se encerrara na próxima quarta-feira (4), conforme previsto no Decreto-Lei nº 201/1967.

A presidente da Comissão Especial Processante, no entanto, discorda da defesa de Brisa Bracchi. De acordo com Samanda Alves, o prazo se encerra no dia 5, na mesma data marcada para ouvir o depoimento da acusada.

“O processo começou em 5 de dezembro de 2025. O prazo de 90 dias termina no dia 5/3. Brisa foi intimada para ser ouvida no dia 5/3, em cumprimento à decisão judicial, que determinou que ela fosse citada em três dias e que todos os atos que envolvessem a defesa fossem convocados com 72h úteis de antecedência”, explicou a presidente do colegiado.

A Comissão Especial Processante, ainda segundo a intimação assinada pela presidente Samanda Alves, fixou prazo de 72 horas, contadas em dias úteis, para que a vereadora possa se manifestar ou praticar atos de defesa, adotando, segundo o texto, a “condição mais benéfica à denunciada”.

O processo tem como base denúncia feita pelo vereador Matheus Faustino (União), que acusou a petista de usar recursos de uma emenda parlamentar para promover um ato “político-partidário”.

Brisa destinou R$ 18 mil para o evento “Rolé Vermelho”, realizado no dia 9 de agosto de 2025. Um dia antes, em vídeo postado nas redes sociais, ela convidou o público para comemorar no evento a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Brisa alegou “cerceamento do direito de defesa”

A liminar determinando a reabertura da fase de instrução do processo, concedida pela desembargadora Martha Danyelle, na última quinta-feira (26), atendeu a um recurso apresentado pela defesa da vereadora Brisa Bracchi.

No entendimento da magistrada, era necessário assegurar que a vereadora fosse ouvida antes do encerramento da fase probatória, garantindo o pleno exercício do direito de defesa.

A defesa da vereadora justificou o pedido argumentando que a Comissão Especial Processante encerrou a fase de produção de provas sem realizar o depoimento pessoal da parlamentar, apesar de ela ter solicitado formalmente para ser ouvida.

Nas alegações finais apresentadas à Comissão Especial Processante, Brisa requereu o reconhecimento do “cerceamento do direito de defesa” e a reabertura da fase de instrução para que ela pudesse prestar o seu depoimento, além de pedir a oitiva da testemunha Gabriel Greiner.

O colegiado, no entanto, concluiu a análise do caso, na quinta-feira (26), sem ouvir o depoimento da parlamentar.

O relator do processo, Daniell Rendall (Republicanos), apresentou parecer pela cassação do mandato da petista, mas foi vencido pelos votos dos outros dois membros: Samanda Alves e Tárcio Martins de melo (União). Por maioria, a comissão decidiu pela improcedência da denúncia.

Comissão negou à vereadora o “direito de ser ouvida pessoalmente”, disse desembargadora

Brisa recorreu ao TJRN alegando cerceamento de defesa e violação aos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa.

O pedido havia sido negado em primeira instância. Ao analisar o recurso, no entanto, a desembargadora Martha Danyelle entendeu que o depoimento pessoal do acusado em processos de cassação “não é mera faculdade da comissão, mas um direito essencial”.

Na decisão, a relatora destacou que a Constituição Federal assegura o devido processo legal tanto em processos judiciais quanto administrativos.

“A Comissão Especial Processante deliberou precipitadamente pelo encerramento da fase instrutória sem oportunizar à agravante o exercício do direito de ser ouvida pessoalmente”, diz a desembargadora em um trecho da decisão.

A magistrada afirmou, ainda, que o prazo de 90 dias para conclusão de processos de cassação, previsto no Decreto-Lei nº 201/1967, não pode ser utilizado como justificativa para restringir garantias constitucionais da acusada.

Além de determinar a reabertura da fase de instrução para colher o depoimento da vereadora, a desembargadora também decretou a suspensão dos “atos subsequentes até o cumprimento da decisão”, invalidando assim a votação do relatório na Comissão Especial Processante.

Fonte: saibamais.jor.br

- Publicidade -spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

Matérias Relacionadas

a cantora que transcende e respira a house music de Natal

Janvita aprendeu cedo a usar a imaginação como ferramenta...

por uma ética da delicadeza

“A vida leva e traz. A vida faz e...

Simona Talma sofre de amor neste sábado (18) e se derrama para Romildo Soares

Segure o coração, tire a medida da pressão e...

RN chega a cobertura total para descarte e amplia ecopontos

A campanha RN Mais Limpo entra em uma nova...

Projeto usa dramaturgia para enfrentar conservadorismo e ampliar vozes LGBTQIAPN+

O projeto “Por Trás do Palco” surge como um...

Projeto transforma álbuns de família em arquivo coletivo das periferias

Abrir um álbum de família é mais do que...

A lenda do basquete e a mão santa de Maria Cristina

Um tumor cerebral, diagnosticado e enfrentado há 15 anos,...

“Passa Tempo” estreia dia 20 e celebra memória e afeto

Há trabalhos que nascem no estúdio. Outros, antes disso,...

Álvaro Dias vira alvo de denúncia no TCE por engorda de Ponta Negra

Uma representação apresentada ao Tribunal de Contas do Rio...