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Natal terá exibições acessíveis para pessoas com Transtorno do Espectro Autista

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Sessões de cinema pensadas para quem precisa de um ambiente mais acolhedor e menos estimulante chegam a Natal nos próximos dias 21 e 28, por meio do projeto Cine Azul, em parceria com a rede Cinépolis. As exibições passam por uma série de adaptações para tornar a experiência mais confortável: o som é mais baixo, a iluminação da sala permanece parcialmente acesa e o público tem liberdade para se movimentar durante o filme, sem as restrições tradicionais de uma sessão comum.

Voltada especialmente para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a iniciativa garante meia-entrada para esse público, além de gratuidade para um acompanhante.

Na programação, o primeiro sábado, dia 21, traz a animação “Cara de Um, Focinho de Outro”, de classificação livre. A história acompanha Mabel, uma jovem que usa tecnologia para transferir sua consciência para um castor robótico e, assim, se aproximar da vida selvagem de uma forma inusitada.

Já no dia 28, o público confere o filme nacional “Velhos Bandidos”, uma comédia que reúne um elenco de peso. Na trama, o casal de aposentados Marta e Rodolfo, vividos por Fernanda Montenegro e Ary Fontoura, decide planejar um assalto a banco com a ajuda de dois jovens, interpretados por Bruna Marquezine e Vladimir Brichta. No caminho, eles precisam lidar com o investigador Oswaldo, personagem de Lázaro Ramos.

Além das adaptações dentro da sala, o espaço oferece estrutura de apoio, como vagas exclusivas de estacionamento, empréstimo de fones abafadores de ruído e uma sala de regulação sensorial, ampliando o conforto e a autonomia do público durante toda a experiência.

Dados do IBGE apontam que o Rio Grande do Norte possui 37.625 pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o equivalente a 1,1% da população estadual, índice ligeiramente abaixo da média nacional, de 1,2%. Entre os municípios, Natal lidera proporcionalmente, com 1,4% da população diagnosticada, seguida por Mossoró, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante, todos com cerca de 1,3%.

Para a mãe atípica Yasmin Alves: “Sempre foi um desafio enorme, o som alto, a sala escura. As sessões adaptadas mudam muita coisa. É mais do que assistir a um filme, é sobre pertencimento, sobre acesso, sobre dignidade. Pela primeira vez, a gente consegue viver esse momento em família de verdade, espero que tenha mais vezes e que se torne uma realidade”, relata.

O Cine Azul é uma iniciativa de sessões de cinema adaptadas para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e suas famílias, oferecendo ambiente com luzes acessas e som reduzido. A principal rede com essa iniciativa é a Cinesystem, que divulga a programação mensal no seu site.

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Fonte: saibamais.jor.br

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