Uma nota divulgada pelo Partido Novo do Rio Grande do Norte expôs um racha na extrema direita potiguar sobre a formação da chapa majoritária que vai concorrer às eleições de 2026. No comunicado, a legenda se solidariza com o empresário Flávio Rocha, CEO da Riachuelo, que chegou a ter nome especulado para fazer dobradinha com o senador Styvenson Valentim (PSDB), mas foi preterido pelo Cel. Hélio (PL).
A chapa bolsonarista, encabeçada pelo ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), foi lançada no último sábado (21), em evento que contou com a presença do senador presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O movimento para vetar Flávio Rocha no palanque teria sido capitaneado pelo senador Rogério Marinho, presidente estadual do PL.
Na nota, o presidente estadual do Partido Novo, Renato Cunha Lima, afirma reconhecer a legitimidade da pré-candidatura de Cel. Hélio, mas alerta que “defender um nome não exige nem justifica destruir outro”, referindo-se aos ataques que Flávio Rocha, segundo ele, estaria recebendo de setores da direita após sua “possível candidatura ao Senado”.
“Agora, diante de sua possível candidatura ao Senado, setores da direita passaram a atacar aquele que é, inegavelmente, o maior empreendedor da história recente do estado. Tudo isso por conta de uma preferência legítima pela candidatura do Cel. Hélio pelo PL. Mas defender um nome não exige nem justifica destruir outro”, assinala a nota.
De acordo com o comunicado, esses “setores da direita” estariam promovendo uma campanha para deslegitimar a hipotética candidatura do empresário ao tentar rotulá-lo de “petista e esquerdista”.
“Justamente ele que, quando disputou a Presidência da República, defendeu o imposto único e sempre se posicionou como um liberal de direita, enquanto muitos dos que hoje se dizem de direita, à época, apoiavam Lula”, rebate a nota.
Flávio Rocha foi pré-candidato a presidente pelo antigo PRB, atual Republicanos, em 2018. Ele lançou sua pré-candidatura em março daquele ano, mas desistiu da disputa em julho, antes do início oficial da campanha eleitoral, alegando razões pessoais e políticas.
Ex-deputado federal entre 1987 e 1995, Flávio Rocha transferiu seu domicílio eleitoral para Natal após seu nome começar a ser especulado na chapa majoritária bolsonarista para uma das duas vagas ao Senado.
Quando teve o nome cogitado, o empresário declarou que não havia feito nenhum movimento ou iniciativa no sentido visando uma eventual candidatura a senador em 2026.
“Foi uma grata surpresa depois de 40 anos, quando fui eleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte, ainda ser lembrado de forma espontânea para um cargo de tanta relevância”, declarou.
Ele afirmou, em seguida, que aceitaria ser candidato, mas lembrou que a chapa bolsonarista “já está fechada”.
Partido Novo afirma que, até o momento, só tem compromisso com Álvaro Dias
O presidente estadual da legenda afirma ainda na nota que conhece a “origem dessas críticas e ataques”, diz ser “amigo pessoal do Cel. Hélio”, mas ressalta que, como dirigente partidário, tem o dever de se posicionar “com coerência e com os princípios que norteiam o Partido Novo”.
“Neste momento, o partido não possui, até as convenções, compromisso com nenhuma pré-candidatura ao Senado. Mantém apenas o apoio já declarado ao ex-prefeito Álvaro Dias, em reconhecimento ao trabalho realizado por Natal, especialmente com a implementação do novo Plano Diretor, que abriu caminho para bilhões em investimentos no município”, diz o comunicado.
O partido defende que a eleição ao Senado Federal “deve incluir propostas legislativas consistentes e não se resumir à lógica de obras via emendas parlamentares, que fazem parte da distorção na relação entre os Poderes”.
Ainda segundo a nota, o presidente estadual do partido disse que vai dialogar com Cel. Hélio e com o senador Styvenson Valentim “para ouvi-los e apresentar as ideias que defendemos para o Rio Grande do Norte e para o Brasil”.
Fonte: saibamais.jor.br
