O PDT vai realizar uma pesquisa eleitoral para definir quem será seu candidato ao Senado nas eleições de 2026 no Rio Grande do Norte. Hoje, a sigla trabalhista possui dois nomes em jogo: Jean Paul Prates e Rafael Motta. A legenda também prevê a possibilidade de fazer um mandato compartilhado para acomodar as duas lideranças, considerando que um deverá ser suplente do outro.
O cenário da disputa eleitoral foi discutido em reunião em Brasília com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e a presidenta estadual do partido no Rio Grande do Norte, Márcia Maia, que contou com a presença de Prates e Motta.
Um ponto central da reunião, de acordo com o comunicado da sigla, foi o aprimoramento metodológico da pesquisa eleitoral que está sendo estruturada pelo partido. O objetivo é tornar o questionário mais objetivo e eficiente, com ajustes técnicos definidos para permitir rápida aprovação e execução do levantamento. O instituto responsável pela pesquisa deve ir a campo já neste final de semana.
À Agência SAIBA MAIS, Rafael Motta afirmou que as são ferramentas democráticas de escuta.
“Servem para entender qual composição possui maior aderência e viabilidade junto ao eleitorado. O objetivo não é apenas escolher o ‘principal’, mas definir as posições que tornam a chapa mais competitiva e representativa”, explicou.
Além disso, em agenda com presidentes de partidos aliados, Carlos Lupi também apresentou o entendimento construído entre os dois pré-candidatos do PDT ao Senado no Rio Grande do Norte, propondo a formalização pública de um acordo de compartilhamento de mandato como estratégia de fortalecimento do projeto político do partido no estado.
“A ideia é que o suplente tenha um papel estratégico e voz ativa em todas as decisões e ações no Senado, independente de quem seja. Queremos quebrar a tradição do suplente figurativo e construir uma atuação conjunta, onde a experiência de ambos os nomes some forças em prol do estado”, defendeu Motta.
Ainda segundo Motta, a definição do titular e do suplente será uma construção natural.
“Temos dois quadros extremamente qualificados e o objetivo é garantir que ambos estejam no projeto. A definição de quem ocupará a titularidade e a suplência será baseada em critérios técnicos e no diálogo interno, visando sempre o fortalecimento do partido.”
Durante o encontro, foram avaliados possíveis adversários e debatidas estratégias eleitorais voltadas à captação do chamado “segundo voto” do eleitorado potiguar, considerado decisivo para o desempenho da chapa na disputa senatorial. O partido firmou a importância do apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo político e eleitoral, bem como a urgência na definição da composição da chapa, incluindo candidato titular e suplente.
Pré-candidatos
Jean Paul Prates definiu a filiação ao PDT em dezembro, após 12 anos no PT. Ele entrou na sigla trabalhista com a intenção de disputar o Senado, cargo que ocupou entre 2019 e 2023 após a renúncia de Fátima Bezerra (PT), de quem era o primeiro suplente, e também disputou a Prefeitura de Natal em 2020. Também foi presidente da Petrobras entre 2023 e 2024.
Já Rafael Motta chegou à sigla na semana passada. O ex-deputado federal estava sem partido desde novembro de 2024, quando comunicou a saída do Avante. Neste período, conversou com o PP de João Maia e, mais recentemente, estava em diálogo com o PCdoB. Em comunicado à imprensa, a legenda afirmou que a chegada de Motta contribui para o fortalecimento do projeto partidário e para a ampliação do diálogo com diferentes setores da sociedade potiguar.
Fonte: saibamais.jor.br
