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Cinema de animação chega a crianças do litoral do RN

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Crianças de cidades onde o cinema quase nunca chega vão poder criar seus próprios filmes a partir do que têm nas mãos, inclusive lixo reciclado. É essa a proposta do projeto Anima Gostoso, que em 2026 amplia sua atuação e leva oficinas de animação para quatro municípios do litoral do Rio Grande do Norte. Entre março e junho, o projeto percorre Galinhos, Guamaré, Macau e Areia Branca, com atividades voltadas principalmente a estudantes de escolas públicas em comunidades com pouco acesso a equipamentos culturais. No próximo dia 11, o projeto chega a Galinhos.

A iniciativa nasceu em 2023, em São Miguel do Gostoso, e desde então vem se expandindo pelo estado. Mais do que ensinar técnicas de cinema, o Anima Gostoso aposta na criatividade e na sustentabilidade. Nas oficinas, crianças e adolescentes transformam embalagens e materiais recicláveis em personagens e histórias animadas. Ao final, os filmes produzidos são exibidos em mostras locais e também disponibilizados online.

A proposta dialoga com uma realidade ainda desigual no acesso à cultura no estado. Segundo a organização do projeto, apenas 5% das cidades potiguares contam com salas de cinema, o que faz dessas ações, muitas vezes, o único contato possível desse público com a linguagem audiovisual.

Para a idealizadora do projeto, Vanda Mafra, o impacto vai além do entretenimento. “Na maioria das vezes, esses espaços são a única oportunidade de acesso e fruição do cinema para essas crianças”, afirma.

Em 2026, o projeto conta com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, por meio do edital Transformando Energia em Cultura, via Programa Cultural Câmara Cascudo, do Governo do Estado. O apoio, segundo a equipe, é fundamental para garantir a continuidade das atividades.

Ao longo de sua trajetória, o Anima Gostoso já passou por sete cidades da região do Mato Grande, como Maxaranguape, Touros e Rio do Fogo, consolidando uma rede de formação audiovisual em territórios onde o acesso à cultura ainda é limitado.

A iniciativa também conta com parcerias de instituições ligadas à educação ambiental e à pesquisa, ampliando o alcance das oficinas e conectando arte, território e consciência ecológica.

Fonte: saibamais.jor.br

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