Um tumor cerebral, diagnosticado e enfrentado há 15 anos, encerrou a vida do maior jogador de basquete brasileiro nesta sexta-feira. Oscar Daniel Bezerra Schmidt morreu em Santana de Parnaíba, cidade da Grande São Paulo, aos 68 anos.
O “Mão Santa” nasceu quando o pai, militar da Marinha, servia no Rio Grande do Norte. A mãe de Oscar é da família Bezerra, de Parelhas. Aos 13 anos, ele se mudou com a família para Brasília, onde começou a se destacar no basquete.
Quando ainda nem sabíamos, como hoje, que ele era natalense e estudou no Colégio Salesiano, na Ribeira, Oscar já havia escrito seu nome no hall da fama do basquete brasileiro e mundial, com números impressionantes ao longo de 25 temporadas como profissional.
Oscar foi o segundo maior pontuador da história do basquete, com 49.703 pontos, além de deter o recorde de maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos.
Mesmo sem nunca ter atuado na NBA, apesar dos convites, Oscar escreveu seu nome no Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete.
Na solenidade de premiação, diante das grandes estrelas da bola ao cesto, esnobou os colegas ao assumir o título de atleta que mais treinou entre eles.
O apelido de “Mão Santa” ele ganhou devido à pontaria de seus arremessos e revelou que sua mão não tinha nada de santa; tinha, sim, “uma mão treinada” por uma rotina de mil arremessos após dois treinos diários, ao longo de toda a sua carreira como jogador.
E sabe quem apanhava a bola e a devolvia ao craque? A mulher, Maria Cristina, com quem ele viveu por mais de 55 anos, provando que, por trás do sucesso de um grande homem, como o gigante Oscar e seus 2,05 metros, existe uma grande mulher.
Após se submeter a uma série de cirurgias e tratamentos, o Mão Santa resolveu parar com as sessões de quimioterapia, em 2022, e passou a jogar com o regulamento debaixo do braço, deixando a morte levá-lo lentamente, de mãos dadas com Maria Cristina.
Fonte: saibamais.jor.br
