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Audiência pública no RN reforça mobilização pelo fim da escala 6×1

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A rotina de trabalhar seis dias seguidos para descansar apenas um foi o centro de uma audiência pública realizada nesta segunda-feira (27), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. O encontro discutiu os impactos da escala 6×1 na vida de trabalhadoras e trabalhadores, com foco na saúde física e mental, na qualidade de vida, nas relações familiares e nas desigualdades agravadas por esse modelo de jornada.

A audiência foi organizada pelos mandatos dos deputados estaduais Divaneide Basílio e Fernando Mineiro e reuniu representantes de movimentos sindicais, centrais, especialistas e categorias profissionais que convivem diretamente com os efeitos da escala. A proposta foi ampliar o debate público sobre as condições de trabalho de quem tem apenas um dia de descanso após seis dias consecutivos de atividade.

Ao longo da discussão, os participantes apontaram a necessidade de tratar o tema para além da rotina profissional. A jornada foi debatida também como uma questão social, com reflexos sobre o tempo de convivência familiar, o descanso, o adoecimento e as desigualdades de gênero, raça e geração.

Entre os encaminhamentos definidos, está a solicitação para que a Diretoria de Comunicação da Assembleia Legislativa produza e divulgue conteúdos jornalísticos nos canais oficiais da Casa sobre as condições de saúde de trabalhadores submetidos à escala 6×1. A proposta inclui abordar recortes específicos, como gênero, raça e geração, para evidenciar como a jornada afeta diferentes grupos da população trabalhadora.

Outro encaminhamento foi a elaboração de uma Carta Aberta pelo Fim da Escala 6×1, organizada pelas centrais sindicais. O documento será encaminhado à presidência da Assembleia Legislativa e permitirá que deputadas e deputados estaduais manifestem adesão pública e voluntária à pauta.

Para a deputada Divaneide Basílio, o tema exige resposta porque envolve condições básicas de vida. “Defender o fim da escala 6×1 é defender a família, a saúde mental e o direito ao descanso. Não estamos falando de privilégio, mas de humanidade e de condições dignas de trabalho”, afirmou.

O deputado Fernando Mineiro destacou que a audiência teve como eixo a escuta das categorias diretamente atingidas pela jornada. “Essa audiência pública foi construída para dar voz aos trabalhadores e trabalhadoras que sentem diariamente o peso dessa escala. É preciso construir caminhos para garantir mais equilíbrio entre trabalho, vida pessoal e bem-estar”, declarou.

Com os encaminhamentos, a audiência reforçou a mobilização pelo fim da escala 6×1 e a defesa de modelos de trabalho considerados mais compatíveis com a saúde, o descanso e a convivência familiar.

Fonte: saibamais.jor.br

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