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Faltam 40 km para água da transposição do São Francisco chegar ao RN

A chegada das águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) está próxima de transformar a segurança hídrica no Seridó potiguar. Nesta terça-feira (12), o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informou que as águas que seguem por gravidade pelo leito do Rio Piranhas estavam no Lajão do Sítio Queimado, no município de Paulista, na Paraíba, a apenas 40 quilômetros da divisa com o Rio Grande do Norte.

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Com 17 municípios, uma extensão territorial de aproximadamente 7 mil km² e uma população estimada em 200 mil habitantes, o Seridó é conhecido pela baixa pluviosidade e histórico de dificuldades no abastecimento, apesar da grande concentração de reservatórios públicos e privados. As águas do São Francisco reforçarão os estoques dos dois maiores açudes do estado, Armando Ribeiro e a recém-inaugurada Barragem de Oiticica, que servem como pontos de captação para as adutoras previstas para começar a operar no primeiro semestre de 2026.

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O secretário estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Paulo Lopes Varella, ressaltou que a chegada da água marca a transição para um novo modelo de gestão hídrica, que deixa de lado ações emergenciais para adotar uma estratégia preventiva e planejada. “Estamos marchando na direção de nossa maioridade no que diz respeito à segurança hídrica. São as primeiras águas que chegam dentro dessa perspectiva”, afirmou.

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O planejamento para a chegada da água começou em 2024, com o Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn) e a Semarh apresentando ao Ministério da Integração o plano operativo que orientou o transporte pelo sistema da transposição. “Agora temos condições de planejar a vinda da água de acordo com nossas necessidades”, destacou Varella.

Nesta fase, estão sendo entregues 47 milhões de metros cúbicos de água, volume suficiente para encher reservatórios como o Açude Gargalheiras, em Acari, ou a Barragem das Traíras, em Jardim do Seridó. Para 2026, o governo estadual já planeja dobrar esse volume, conforme apontado pelo diretor geral do Igarn, Procópio Lucena.

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Segundo Lucena, a chegada planejada e permanente das águas do PISF no Rio Grande do Norte é fundamental para mitigar os impactos das mudanças climáticas no semiárido, proporcionando benefícios como aumento da segurança hídrica, integração de políticas públicas, inclusão social, geração de emprego e renda, além de garantir dignidade e soberania alimentar às populações mais vulneráveis da região.

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Relembre: Em 2017, a seca severa levou ao colapso do abastecimento no Seridó, deixando municípios sem água suficiente para a população, episódio que agora deve entrar para a história diante das novas perspectivas criadas pela transposição.

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