A nova funcionalidade do ChatGPT que permite transformar fotos no estilo dos filmes do Studio Ghibli tem conquistado a internet. No entanto, especialistas alertam que essa tendência pode representar um risco à privacidade dos usuários, já que dados biométricos faciais podem ser armazenados e explorados sem consentimento.
Nos últimos dias, redes sociais foram inundadas por imagens recriadas com essa estética encantadora. Mas o que parece apenas uma brincadeira pode esconder um problema maior. De acordo com a mestra em Inteligência Artificial Mónica Vargas, ao utilizar gratuitamente ferramentas desse tipo, o usuário se torna o produto. “Seus dados são vendidos para empresas que os utilizam para direcionar anúncios ou até mesmo para outras finalidades desconhecidas”, explica.
O principal risco está na coleta e armazenamento das informações faciais. Uma vez enviadas para a internet, essas imagens podem ser usadas para fraudes, como roubo de identidade, acesso a contas bancárias e criação de perfis falsos. Além disso, crianças estão especialmente vulneráveis. “Quando pais compartilham fotos dos filhos nesses aplicativos, podem estar, sem saber, alimentando bases de dados utilizadas para crimes como a pornografia infantil”, alerta Vargas.
Outro fator preocupante é o uso dessas imagens por cibercriminosos para criar “impressões digitais mestras”. Essa tecnologia combina traços comuns de diversos rostos para enganar sistemas de reconhecimento facial, burlando medidas de segurança de bancos e outras plataformas.
Diante desses riscos, especialistas recomendam cautela ao utilizar ferramentas que exigem o envio de fotos pessoais. Sempre verifique as políticas de privacidade dos aplicativos e evite compartilhar imagens sensíveis na internet.
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