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AtualizaçõesTudo o que faltar, o povo inventa

Tudo o que faltar, o povo inventa

Infelizmente, o que deveria ser exceção virou regra. Pelo menos no que diz respeito à omissão dos governantes no cumprimento de sua missão de prever e prover a população de cuidados e de atenção.

Quando o governo falta, enquanto promotor de política pública, algum interesse privado sempre supre essa lacuna – que o digam os traficantes, religiosos e empresários.

Na maioria dos casos, porém, é o cidadão anônimo que faz acontecer aquilo que os governantes nem sonha que é possível e necessário.

Uma prova disso é a nova opção pública de lazer que tem reunido muita gente nas noites da praia da Redinha e não se trata do mercado reformado ao custo de milhões e foi inaugurado sem estar pronto pelo ex-prefeito Álvaro Dias.

Do lado de fora dele, graças às sobras da iluminação externa do mercado novo, nasceu a nova sensação do verão da Redinha, um programa que vem atraindo milhares de pessoas daquele pedaço de Natal que abriga mais da metade da população da cidade e até de outras cidades.

A custo zero, o povo inventou o banho noturno e gratuito no encontro das águas do rio Potengi com o mar, sob as luzes coloridas da Ponte Newton Navarro.

Detalhe: o novo destino turístico de Natal não custou nem meio por cento do que gastou com vultosa engorda (de bolsos) da praia de Ponta Negra, na zona sul da cidade.

Uma ideia criada pelo povo e que tem juntado povo de todo canto para conhecer e aproveitar. Mais uma vez sem a iniciativa da prefeitura ou de qualquer governo.

Nada planejado nos gabinetes com ar-condicionado, lotados de jabutis trepados – como se dizia antigamente – ocupando cargos comissionados por indicação de algum político, tomando cafezinho e conversando miolo de pote o dia todo, enquanto a cidade acontece lá fora.

Triunfa, mais uma vez, a lógica que transforma terreno baldio, cheio de lixo, em campinhos de futebol onde se formam, se forjam e se revelam os grandes talentos que enriquecem os empresários que mandam e desmandam nos negócios do nosso esporte bretão.

Porque quando o poder público falta, o povo inventa e prova, a cada dia, que carece cada vez menos dos governantes que ganham dinheiro muito, prometendo trabalhar em favor da população, mas que só pensam nos seus e aparecem apenas na hora da foto.

Nossa esperança é que, como vaticinou o poeta Mário Quintana em seu Poeminho do Contra, “todos esses que aí estão atravancando meu caminho, eles passarão…” e nós passarinho!

Fonte: saibamais.jor.br

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