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PT aposta na “força de Lula” para levar Cadu ao segundo turno no RN

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O PT aposta na “força de Lula” para levar o pré-candidato do partido a governador, Cadu Xavier, ao segundo turno no Rio Grande do Norte. A afirmação é da presidente estadual da legenda e vereadora de Natal, Samanda Alves. Em entrevista ao jornal “Estadão”, ela disse que o desafio é tornar o petista “conhecido”.

“Temos certeza de que, durante a campanha, ele vai crescer e chegar ao segundo turno. Embora o governo de Fátima Bezerra não tenha uma avaliação muito boa, pessoalmente ela é bem avaliada. O nome dela, associado ao de Lula, vai ajudar a impulsionar o Cadu”, disse.

Em entrevista na semana passada à Rádio Universitária Natal, a governadora Fátima Bezerra também disse estar confiante que o apoio do presidente Lula será “fundamental” nas eleições desse ano no RN.

“Na hora que o presidenta Lula apresentar ao povo do Rio Grande do Norte que Cadu é o seu candidato [a governador], não tenho nenhuma dúvida do crescimento exponencial que ele vai ter”, declarou.

A governadora revelou que sua avaliação se baseia em pesquisas internas, que têm mostrado que parte do eleitorado lulista “está indo para outros candidatos, porque ainda não sabe quem é o candidato do presidente”.

“Lula tem palanque no Rio Grande do Norte. A candidata do presidente ao Senado, em se confirmando, será a governadora Fátima Bezerra, assim como o candidato a governador será o nosso Cadu Xavier”, reiterou.

Fátima assegurou não ter “nenhuma dúvida” do crescimento da candidatura do seu secretário estadual da Fazenda, a quem chamou de “um dos técnicos mais brilhantes que nós temos, mas que também tem uma sensibilidade social extraordinária”.

“Cadu está comigo desde a época da transição [de governo]. Ele tem afinidade com o projeto que o PT defende e que os nossos aliados defendem para o Rio Grande do Norte. Eu não tenho nenhuma dúvida que a candidatura dele vai crescer e que nós chegaremos ao segundo turno”, completou.

As articulações políticas para a montagem do palanque governista, segundo Fátima Bezerra, estão em pleno andamento. Ela contou que o PT está dialogando com outros partidos para construir o arco de alianças em apoio à candidatura de Cadu.

Além do PV e do PCdoB, que integram a Federação Brasil da Esperança ao lado do PT, esse diálogo inclui legendas com PSB, PDT, Rede, Cidadania e o PSOL. O objetivo, segundo a governadora, é que esses partidos marchem com a candidatura petista já no primeiro turno.

Ameça à hegemonia do PT no Nordeste

A aposta em um nome desconhecido, como admitiu a própria governadora e a presidente estadual do partido, revela a dependência do PT do envolvimento direto do presidente Lula para reverter a situação do seu candidato, que aparece atrás de nomes da oposição nas pesquisas eleitorais.

Além do Rio Grande do Norte, a situação se repete em outros estados da região, considerada um reduto de esquerda há mais de duas décadas, que flertam com uma guinada à direita.

É o caso do vizinho Ceará e da Bahia, por exemplo, dois estados que também são governados pelo PT, onde candidatos de oposição lideram as pesquisas.

No Ceará, apesar de bem avaliado, o governador Elmano de Freitas, segundo as últimas pesquisas divulgadas, aparece atrás do ex-presidenciável, ex-governador e ex-deputado federal Ciro Gomes, recentemente filiado ao PSDB.

Já na Bahia, as pesquisas eleitorais também apontam a vantagem do candidato de oposição, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) sobre o governador Jerônimo Rodrigues, que é candidato à reeleição.

O Rio Grande do Norte é um dos Estados em que o PT vive situação mais crítica. O vice-governador Walter Alves, do MDB, já disse que não vai disputar a eleição para suceder a governadora Fátima Bezerra (PT) e inclusive deve renunciar junto com ela para não assumir o comando do Executivo.

O único estado nordestino onde a situação parece confortável para o PT é o Piauí. Lá, o governador Rafael Fonteles, segundo pesquisas recentes, caminha para uma reeleição aparentemente segura.

Em todos os levantamentos até então divulgados, o petista aparece com um índice de intenção de votos superior a 60%, o que lhe garantiria a vitória já no primeiro turno.

Fotografia nos demais estados nordestinos

Nos demais estados da região, o partido do presidente deverá apoiar candidaturas de legendas aliadas, mas a situação em alguns deles ainda é de indefinição, como no Maranhão, onde a esquerda está dividida e, no momento, aparece atrás nas pesquisas.

Na Paraíba, os petistas ainda não decidiram se apoiarão a candidatura do atual vice-governador Lucas Ribeiro (PT) ou a do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), que lidera as últimas pesquisas.

Em Pernambuco, há uma tendência de apoio à candidatura a governador do prefeito de Recife, João Campos (PSB), que lidera as intenções de voto contra a governadora Raquel Lyra (PSD), mas setores do partido passaram a defender que a legenda fique “neutra” na disputa.

O PT de Alagoas também não cravou ainda se apoiará ou não candidatura do ministro dos Transportes Renan Filho (MDB), que lidera a disputa com vantagem pequena sobre o prefeito de Maceió, JHC (PL).

O presidente do diretório alagoano do partido, o deputado estadual Ronaldo Medeiros, disse que a Executiva do PT decidirá “mais na frente” que rumo tomará, apesar de petistas e emedebistas tratarem como certo o apoio a Renan Filho.

O PT também ainda não bateu o martelo sobre quem apoiará em Sergipe, onde a disputa é liderada pelo atual governador Fábio Mitidieri (PSD), que assegurou apoio à reeleição do presidente Lula.

*Com informações do Estadão.

Fonte: saibamais.jor.br

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