O sequenciamento genético realizado por um laboratório de São Paulo da amostra de um fungo encontrado em um paciente internado no Hospital da Polícia Militar, em Natal, deu positivo para o superfungo Candida auris, conhecido pela resistência a medicamentos. O resultado, divulgado nesta quinta (05) pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), confirma um primeiro resultado positivo que havia sido dado no final de janeiro pelo Laboratório Central de Saúde Pública do RN (Lacen/RN).
O paciente, que segue em isolamento, está internado em estado estável, tratando a doença que o levou à internação. Segundo a Sesap, não houve complicações provocadas pelo Candida auris. O envio da amostra para São Paulo faz parte do protocolo definido pelo Ministério da Saúde para identificação do superfungo.
Ainda de acordo com a Sesap, o Candida auriscircula apenas em ambiente hospitalar e representa risco somente para pacientes internados com o sistema imunológico comprometido.
Ameaça global
O superfungo é considerado raro no Brasil. Ele surgiu pela primeira vez no Japão, em 2009, em um caso de otomicose. Desde então, ele já foi relatado em todos os continentes, com a exceção da Antártica. No Brasil, o Candida auris teve seu primeiro registro em 2020, durante a pandemia da Covid-19, quando houve um grande número de internações.
O superfungo é considerado uma ameaça global devido a resistência a medicamentos e, também, por ser de difícil eliminação do ambiente hospitalar, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele pode sobreviver por longos períodos em equipamentos hospitalares e objetos médicos.
Há registros do superfungo em vários estados do Brasil. O primeiro ocorreu em 2020, na Bahia, quando 15 pacientes foram afetados. Segundo a Anvisa, o Brasil registrou 134 casos confirmados do Candida auris entre 2020 e novembro de 2025.
Fonte: saibamais.jor.br
