Início Atualizações a preservação como política de destino

a preservação como política de destino

0

Criado por empresários ligados à Associação de Hoteleiros de Tibau do Sul e Pipa e ao Pipa Convention & Visitors Bureau, o movimento Preserve Pipa completa oito anos consolidando uma atuação que mistura promoção turística, responsabilidade ambiental e articulação comunitária em Praia da Pipa, no município de Tibau do Sul. Ao longo desse período, a iniciativa privada passou a ocupar papel estratégico na organização do destino, funcionando como elo entre empresários, moradores, instituições de pesquisa e projetos socioambientais.

O movimento nasceu da necessidade de reposicionar a atuação dos hoteleiros na divulgação do destino. Co-fundador do projeto, Wanderson Borges explica, em entrevista à Agência Saiba Mais, que a criação de uma nova marca buscava ampliar o alcance público e indicar a direção da proposta. “O Movimento surgiu da necessidade de retomar as ações da associação de hoteleiros na promoção do destino turístico. Naquele momento entendemos que a sigla ASHTEP não tinha impacto midiático e decidimos pelo nome Preserve Pipa para uso comercial. O próprio nome já dá a direção do que queremos em relação ao tema ambiental e social”, afirma. Atualmente ele preside a associação e integra a direção do Convention Bureau.

Inicialmente focado na manutenção do Santuário Ecológico, parque privado com mais de 90 hectares de área verde considerado um dos principais patrimônios naturais da região, o Preserve Pipa ampliou seu escopo e passou a atuar em diversas frentes. Ao longo dos anos promoveu mutirões de limpeza, campanhas de conscientização ambiental, capacitação de profissionais do setor hoteleiro, incentivo à redução de resíduos e apoio a projetos voltados à conservação da fauna costeira. Parte dessas ações é financiada pela Room Tax, contribuição voluntária de R$ 4 por diária, cobrada por quarto, destinada à promoção do destino e ao custeio de iniciativas socioambientais.

Com esses recursos, o movimento já realizou repasses ao Projeto Tamar e à AMAPPIPA, instalou lixeiras e contêineres de coleta, promoveu seminários de educação ambiental e patrocinou eventos culturais e esportivos que integram o calendário turístico local. No campo da gestão de resíduos, mantém parceria com a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Arez, responsável pela coleta semanal em hotéis participantes. Em 2025, foram destinados corretamente 8.062 quilos de resíduos sólidos recicláveis, entre plástico, papelão, vidro e metais ferrosos, encaminhados a recicladoras do Rio Grande do Norte conforme a legislação ambiental.

Segundo Wanderson, o impacto econômico é o mais perceptível, refletido na ocupação dos meios de hospedagem e na profissionalização do setor. “As ações do ponto de vista econômico são as mais visíveis, pois refletem na ocupação da cidade e dos hotéis associados. Nosso trabalho de promoção, divulgação, articulação e treinamento de vendas vem recebendo elogios há anos e colhendo bons frutos.” Ainda assim, ele ressalta que a atuação privada tem limites. “O Preserve Pipa não consegue sozinho mudar nem 10% das ações do município. Precisamos da Prefeitura. Atuamos nas empresas; a massa do município só a gestão pública consegue atingir.”

A iniciativa também estruturou parcerias com instituições como a Embratur, a Emprotur, o Instituto Federal do Rio Grande do Norte e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Com a universidade foram desenvolvidos estudos voltados à proteção dos golfinhos da região, enquanto com o IFRN ocorreu a coleta de dados de público durante o Fest Bossa & Jazz, subsidiando o planejamento turístico do destino.

Ao completar oito anos, o movimento também passou a investir em promoção segmentada e inclusão. Em parceria com o Visite Rio Grande do Norte e a International LGBTQ+ Travel Association, lançou o ebook “Roteiro LGBT Pipa 7 noites” durante a ABAV Expo, no Rio de Janeiro. O material apresenta experiências, hospedagens, gastronomia e atrações pensadas para viajantes que buscam vivências autênticas e acolhedoras. Wanderson destaca o perfil plural do destino. “A Praia da Pipa é naturalmente cosmopolita e abraça todos os públicos, especialmente o público LGBTQIAP+. Nossos empreendimentos valorizam a inclusão, a diversidade e a autenticidade. Estamos de braços abertos para receber turistas de todos os lugares do Brasil e do mundo”, finaliza. Confira o ebook aqui.

Ao atingir oito anos de atividades, o Preserve Pipa reforça a proposta de construção coletiva de um destino equilibrado, onde preservação ambiental, desenvolvimento econômico e bem-estar social caminham juntos. A data simboliza não apenas a continuidade de um projeto empresarial, mas a tentativa de estabelecer um modelo de turismo no qual a conservação do território seja condição para sua própria sobrevivência econômica e social.

SAIBA+
Zona Norte: exposição une arte, educação e meio ambiente
Tibau do Sul começa a cobrar taxa de preservação ambiental em passeios

Fonte: saibamais.jor.br

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Sair da versão mobile