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Governo e oposição fazem contas para eleição indireta na Assembleia Legislativa

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Foto: Sérgio Henrique Santos

Depois do Carnaval, as atenções do mundo político se voltam novamente para a eleição indireta que deve ser realizada no final de abril na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN). As articulações não pararam durante os dias de folia, mas nem o governo nem os dois grupos de oposição têm maioria ainda para vencer a disputa, caso a governadora Fátima Bezerra (PT) e o vice-governador Walter Alves (MDB) renunciem de fato ao cargo para disputar as eleições de 2026, o que ambos já confirmaram que o fariam, obrigando assim os deputados estaduais potiguares a eleger um novo governador e vice para um mandato-tampão até janeiro de 2027.

Questionada sobre o andamento das articulações políticas visando a eleição indireta, Fátima afirmou que o governo estava “dialogando com vários parlamentares”, revelou que essas conversas seriam intensificadas “cada vez mais” e admitiu que a situação “está em aberto ainda”.

“Ao mesmo tempo, já estamos cuidando da pré-campanha, tanto que, logo após o Carnaval, nós vamos ter uma reunião com todos os partidos que compõem a aliança do nosso governo”, revelou, acrescentando a conversa abrangerá também legendas que não integram a “Federação Brasil da Esperança”, formada pelo PT, PV e PC do B.

Foto: Sérgio Henrique Santos

A eleição indireta será com o voto aberto dos 24 deputados estaduais do Rio Grande do Norte. De acordo com as contas dos governistas, a situação conta, atualmente, com o apoio fiel de sete parlamentares. Faltam, portanto, seis para chegar aos 13 necessários para dar a vitória ao PT.

O líder do governo na ALRN, Francisco do PT, disse acreditar que, apesar de a bancada de situação não ser maioria, “dá para ganhar” a eleição indireta. Ele afirmou que o caminho é “o diálogo amplo com os partidos aliados”, mas pontuou que é preciso construir pontes com os parlamentares da oposição.

“Eu não vou aqui falar em números agora, porque seria muito prematuro, mas temos sim a confiança de que com muito diálogo poderemos sair vitoriosos nessa eleição indireta para elegermos alguém que possa dar continuidade ao governo da professora Fátima Bezerra, alguém que tenha compromisso com o projeto político que foi eleito em 2022 pelo povo do Rio Grande do Norte”, analisou.

Francisco reforçou que o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, é o nome escolhido pelo PT para disputar o mandato-tampão de governador na ALRN.

A própria governadora Fátima Bezerra, aliás, já havia reiterado que tanta sua pré-candidatura a senadora quanto a de Cadu Xavier ao Governo do Estado estavam mantidas.

Prioridade do PT é meu nome”, disse Cadu sobre eleição indireta na ALRN

Foto: Alisson Almeida

Cadu Xavier comentou que o PT trabalha para “viabilizar um nome para a eleição indireta”, disse que a prioridade do partido é que esse nome seja o dele, mas admitiu que, se houver necessidade, a legenda pode escolher outro candidato ao mandato-tampão. O petista, no entanto, disse estar confiante que o governo sairá vitorioso desse processo.

“Nós vamos esgotar esse diálogo para que ele se encerre com a eleição indireta de um candidato que seja do PT. A prioridade é que seja o meu nome, porque eu estou posto como pré-candidato ao governo, mas, se não for possível, vamos achar dentro do partido um nome de consenso”, avaliou.

Esse “nome de consenso” poderia ser o do deputado estadual Francisco do PT. O líder do governo confirmou que essa hipótese chegou a ser cogitada, disse que tem “compromisso com o projeto coletivo” e assegurou que, se houvesse necessidade, “não teria a menor dificuldade” em encarar o desafio.

O deputado, no entanto, enfatizou que está focado em sua pré-candidatura à reeleição à Assembleia Legislativa e que “Cadu Xavier é o nosso nome para a eleição do chamado mandato-tampão e para as eleições que se avizinham agora em 2026”.

“A preço de hoje, como se diz na política, existem três grupos dentro da Assembleia Legislativa. Existem três pré-candidatos e três grupos políticos. Nenhum deles tem maioria nesse momento, nem o governo tem maioria, nem os dois grupos de oposição. Há deputados que ainda não definiram os seus rumos e a gente está dialogando com esses parlamentares para, no tempo certo, termos a maioria para eleger o nome do partido nesse processo da eleição indireta”, completou Cadu Xavier.

Governadora não descansou da política no Carnaval

A governadora aproveitou o período carnavalesco para continuar fazendo política. Durante sua visita a Caicó, na segunda-feira (16), ela se encontrou com o deputado estadual Nélter Queiroz (PSDB).

A foto do encontro, devidamente publicada nas redes sociais, foi interpretada como uma sinalização de que o deputado, apesar de oposicionista, deverá apoiar Cadu Xavier na eleição indireta na ALRN.

No mesmo dia, Fátima, ao lado de Cadu, esteve com o deputado estadual Neilton Diógenes (PP) em Apodi.

“Noite de muito diálogo e pé na estrada”, escreveu a governadora na legenda da publicação em suas redes sociais, indicando que as articulações estavam a pleno vapor.

Oposição aguarda definição de Rogério Marinho

Foto: Alisson Almeida

Enquanto o PT definiu que o candidato da base governista ao mandato-tampão será o secretário Cadu Xavier, a oposição ainda não escolheu um nome para a disputa da eleição indireta na ALRN.

O deputado estadual Luiz Eduardo (PL) afirmou que o grupo só definirá o escolhido após uma reunião com o senador Rogério Marinho (PL).

“Nós estamos aguardando o nosso maior líder, que é o senador Rogério Marinho, para termos uma reunião em conjunto para discutir essa situação e chegarmos a um denominador comum, a uma escolha coesa dentro do partido”, declarou.

O parlamentar integra o bloco de oposição que apoia a pré-candidatura a governador do ex-prefeito de Natal Álvaro dias (Republicanos). Nas contas dele, esse grupo contaria atualmente com 10 votos na ALRN.

“A bancada do PL sozinha tem sete [parlamentares]. Além disso, tem mais três colegas deputados que acompanham a nossa indicação. Então, hoje, temos 10 votos na Assembleia Legislativa. Tem cerca de cinco que estão indefinidos, com quem a gente pode dialogar para chegar aos 13”, analisou o bolsonarista.

Os votos indefinidos, na contabilidade do parlamentar bolsonarista, seriam os dos deputados que apoiam a pré-candidatura a governador do prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União).

Para Luiz Eduardo, “o governo vai ter uma grande dificuldade” para conquistar os 13 votos na ALRN. Ele disse, ainda, que existe um “consenso” no PL em torno da escolha de um “nome técnico” para disputar a eleição indireta.

“A gente quer escolher um técnico que não seja político, para que ele possa tomar as providências necessárias para equilibrar as contas do estado e entregar as finanças equilibradas para o próximo governador eleito em outubro”, disse.



Fonte: saibamais.jor.br

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