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UFRN celebra 30 anos do Trilhas Potiguares com expansão internacional

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O Programa Trilhas Potiguares, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, completa 30 anos em 2026 e prepara uma programação ampliada. Além da edição local nos municípios potiguares durante o recesso acadêmico, haverá uma edição nacional no Pará e outra internacional na Argentina, ambas ainda com cronograma a ser definido.

A iniciativa reúne diferentes cursos da universidade em ações nas áreas de educação, cidadania, saúde, esporte, meio ambiente, assistência social, direito, engenharias, tecnologia, ciências da terra e comunicação social, articulando campos das ciências humanas, biológicas, sociais e aplicadas.

Segundo o pró-reitor adjunto de extensão e coordenador do programa, Edvaldo Carvalho, o principal legado construído ao longo de três décadas é a aproximação direta entre universidade e população.

“O programa aproxima a universidade das comunidades, especialmente dos municípios com maiores desafios sociais. Ele oportuniza o desenvolvimento local com participação da comunidade, promove formação cidadã e integra ensino, pesquisa e extensão, além de fortalecer a autonomia comunitária e as políticas públicas locais”, afirma em entrevista à Agência Saiba Mais.

Fotos: CLEO

Em comemoração ao aniversário, o Trilhas Potiguares firmou parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará e a Universidade Federal Rural da Amazônia. A coordenação geral estará em Belém entre 22 e 26 de fevereiro para iniciar o planejamento das atividades nas comunidades de Curuçá, Outeiro, Combu e Mosqueiro, possíveis localidades das ações extensionistas na Região Norte.

De acordo com Edvaldo Carvalho, a expansão para outros estados e países não altera a estrutura do trabalho.

“O programa possui uma metodologia construída há décadas. Primeiro realizamos o levantamento de demandas nas comunidades, depois coordenadores e estudantes preparam as ações que serão desenvolvidas em sete dias de imersão, seja em âmbito local, nacional ou internacional.”

O coordenador-adjunto Ricardo Fonsêca avalia que a internacionalização amplia o alcance formativo.

Quando a extensão dialoga com outras realidades, a metodologia mantém seus princípios, mas se torna mais aberta e adaptativa. A diversidade cultural exige escuta e respeito às especificidades locais e enriquece profundamente o processo formativo.”

Edital e seleção de municípios

Para a edição local, o programa lançou edital em 9 de dezembro, com inscrições abertas até 15 de março de 2026 para municípios parceiros, coordenadores e estudantes. O tema deste ano é “Do chão da comunidade ao olhar acadêmico: 30 anos de extensão com diálogo, parceria e impacto social”.

A expectativa é atender cerca de 15 municípios, mobilizando ao menos 400 participantes entre estudantes, técnicos, docentes e equipes parceiras da Universidade Estadual de Santa Cruz e do projeto UFPE No Meu Quintal.

Os gestores municipais devem observar critérios previstos no edital. Serão priorizadas cidades com até 20 mil habitantes, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, além de indicadores como IDH, IDEB, condições de trabalho e histórico de participação. Confira os editais aqui.

Segundo Edvaldo Carvalho, a escolha tem caráter social.

Municípios pequenos apresentam menor arrecadação, equipes técnicas reduzidas e menor acesso a políticas públicas estruturadas. A chegada do programa democratiza o acesso ao conhecimento científico e contribui para reduzir desigualdades regionais.”

Ricardo Fonsêca acrescenta que o impacto costuma ser mais visível nesses locais.

Em cidades menores conseguimos alcançar diferentes segmentos da população com maior profundidade. As ações mobilizam grupos locais e fortalecem redes comunitárias, muitas vezes deixando processos que continuam após a saída das equipes.”

O Trilhas Potiguares busca compreender a realidade socioeconômica, cultural e ambiental dos municípios para desenvolver ações voltadas ao desenvolvimento sustentável. Também promove integração entre professores, estudantes, técnicos e lideranças comunitárias, incentivando troca de saberes e consciência social.

Para Fonsêca, o legado é sobretudo humano.

O principal elemento é o encontro entre o conhecimento científico e os saberes das comunidades. Há inúmeros casos de pessoas que tiveram o primeiro contato com a universidade pelo programa e seguiram trajetória acadêmica completa.”

Desafios e futuro

Entre os desafios, a coordenação destaca financiamento contínuo e atualização metodológica.

Precisamos garantir sustentabilidade financeira e adaptar as ações às novas demandas sociais, incorporando acessibilidade, inovação tecnológica, inclusão digital e sustentabilidade ambiental”, afirma Edvaldo Carvalho.

Para os próximos anos, a perspectiva é ampliar conexões.

O desafio é continuar sensível às transformações sociais sem perder a essência. O programa seguirá apostando no encontro entre pessoas, saberes e realidades diferentes, mostrando que o conhecimento se constrói coletivamente”, conclui Ricardo Fonsêca.

SAIBA+
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Fonte: saibamais.jor.br

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