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O exemplo de um admirável brasileiro que venceu a neve

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“Acabou o nosso carnaval, não se ouve mais cantar canções”, avisam Carlos Lyra e Vinicius de Moraes aos maracatus retardados e foliões desavisados que insistem em prolongar a festa que acabou, em sua belíssima Marcha de Quarta-feira de Cinzas.

Não se vê mais nas ruas aquela gente “que nem se vê, que nem se sorri, se beija e se abraça e sai caminhando, dançando e cantando cantigas de amor”. Por esse motivo, “mais que nunca é preciso cantar e alegar a cidade”, o povo e o país, como fez o jovem Lucas Pinheiro Braathen.

Filho de brasileira com norueguês, o atleta foi a sensação da modalidade mais rápida do esqui alpino nas Olimpíadas de Inverno, em Cortina D’Ampezzo, cadeia de montanhas na região de Milão, na Itália.

Ele conquistou a primeira medalha de ouro brasileira em Jogos Olímpicos de Inverno, o que por si só já é inusitado visto que somos um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, sem neve suficiente para refrescar um drinque, quanto mais deslizarmos velozes como eles fazem no outro lado do Atlântico.

O campeão Lucas viveu os tempos mais felizes de sua vida no Brasil. Quando os país se separaram, ele foi levado para a Noruega pelo pai e demorou para entender a paixão dele pelos esportes de neve, porque sonhava em ser mais um Ronaldinho Gaúcho e brilhar no futebol.

O destino não o quis, tanto que, quando Lucas cedeu à insistência do pai e dedicou-se ao esporte a ponto de se tornar homem das neves capaz de reinventar-se como o fez quando viu que suas chances de brilhar nas Olimpíadas pelo time da Noruega praticamente inexistiam. Tudo por causa de um conflito comercial.

Lucas fizera propaganda para uma marca concorrente da patrocinadora oficial da seleção norueguesa e foi convidado a deixar a equipe da Noruega, mas havia uma camisa verde e amerela no meio do caminho e ele a vestiu e mudou seu destino.

Ao vencer a prova que lhe deu a medalha de ouro, Lucas desabafou como um desses tantos meninos do Brasil. Seu sotaque denunciava a origem nórdica, mas sua emoção era genuinamente brasileira.

Lucas queria motivar outras crianças com seu exemplo. E conseguiu. Mesmo que não tenhamos neve por aqui, mas nossos corações vibram na mesma sintonia dos vitoriosos, como ele.

Somos muito mais que do imaginamos e do que sonhamos, por isso precisamos tanto de exemplos como os de Lucas e de outros brasileiros que desafiam a lógica, o passado, o presente, o futuro e se reinventam.

Esse é o nosso destino.

Fonte: saibamais.jor.br

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