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Serviço da UFRN oferece acompanhamento em saúde para pessoas trans e travestis

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A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) mantém um serviço voltado ao cuidado em saúde de pessoas trans vinculadas à instituição. Criado pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp), por meio da Diretoria de Qualidade de Vida, Saúde e Segurança no Trabalho (DAS), o Ambulatório Trans busca ampliar o acesso à saúde, promover a despatologização das identidades de gênero e oferecer um espaço de acolhimento pautado no respeito e na dignidade.

O serviço atende pessoas trans que possuam vínculo com a universidade, incluindo estudantes, servidoras e servidores ativos ou aposentados, trabalhadoras e trabalhadores terceirizados e dependentes dessas categorias.

Segundo a equipe do ambulatório, a criação do serviço foi motivada pelo aumento da procura de pessoas trans pelos serviços de saúde da UFRN. “Realizamos atividades de capacitação com a equipe para acolher de forma humanizada esses pacientes, compartilhando o dever da universidade de respeito à diversidade”, explicam.

O acolhimento inicial acontece às quartas-feiras, das 8h às 10h, na sede da DAS, localizada ao lado do Departamento de Artes (Deart), no campus central. Não é necessário agendamento prévio: o atendimento ocorre por ordem de chegada. Após o primeiro contato, são realizados os encaminhamentos e agendamentos para as especialidades necessárias.

Entre os serviços oferecidos estão acompanhamento em psiquiatria, ginecologia e endocrinologia, além de plantão psicológico com até quatro sessões e atendimentos com assistente social. O ambulatório também promove ações mensais de promoção à saúde e organizará, a partir de março, um grupo terapêutico voltado a pessoas trans usuárias do serviço, com encontros semanais. Também está previsto um grupo de apoio para familiares de pessoas em transição de gênero, com reuniões mensais.

De acordo com a equipe, a atuação multiprofissional é um dos pilares do ambulatório. Muitas pessoas trans evitam procurar serviços de saúde não especializados por receio de enfrentar situações de preconceito, como o desrespeito ao nome social. “Nem todos necessitam de atendimento voltado apenas para questões relacionadas à identidade de gênero. Com uma equipe multidisciplinar, é possível identificar vulnerabilidades e fatores de risco para adoecimento, além de trabalhar na prevenção”, destacam.

O acompanhamento também busca reduzir danos associados à automedicação, prática comum entre pessoas trans diante das dificuldades de acesso a serviços de saúde especializados.

Apesar dos avanços, o serviço ainda enfrenta limitações. A equipe aponta que o ambulatório oferece atendimento especializado, mas não dispõe de recursos para fornecer exames ou medicações, além de lidar com a realidade de pacientes que frequentemente vivem em situação de vulnerabilidade social e financeira.

Além do atendimento clínico, a Progesp e a DAS convidam pessoas trans e familiares em processo de transição de gênero a participarem de um mapeamento de saúde e acolhimento. A participação é voluntária, e as informações coletadas serão utilizadas para orientar o planejamento de políticas e ações voltadas a esse público dentro da universidade.

Mais informações sobre o Ambulatório Trans podem ser obtidas exclusivamente pelo WhatsApp: (84) 9 9480-6815. O formulário de mapeamento está disponível online para quem desejar contribuir com o levantamento de dados sobre saúde e necessidades da população trans vinculada à UFRN.

SAIBA MAIS:

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Fonte: saibamais.jor.br

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