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Atualizações“Nunca fui investigado e a polícia nunca bateu na minha casa”

“Nunca fui investigado e a polícia nunca bateu na minha casa”

O ex-secretário estadual da Fazenda e pré-candidato do PT ao Governo do Estado, Cadu Xavier, afirmou que possui “uma vida pública de ficha limpa”, em declaração interpretada como uma alfinetada contra seus principais adversários nas eleições de 2026, o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil) e o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL). Ele não citou nomes, mas disse que nunca foi investigado pelo Ministério Público nem foi alvo de operação da Polícia Federal.

“Eu tenho 21 anos de serviço público, sou auditor-fiscal, servidor público. Nunca tive um processo, nunca a polícia bateu na minha casa, nunca fui investigado por mau uso de recursos públicos pelo Ministério Público”, afirmou.

A declaração foi dada em entrevista ao programa “Tamo Junto”, da Rádio Universitária de Natal (88 FM). A fala remete às investigações que envolvem os ex-prefeitos Allyson Bezerra e Álvaro Dias.

Ao comentar o tema, Cadu Xavier reforçou o contraste com sua trajetória e sugeriu que o histórico dos adversários será inevitavelmente colocado em debate ao longo da campanha.

“Eu não tenho como comparar com o futuro, eu tenho que comparar com o passado”, disse, indicando que pretende explorar esse eixo durante a campanha que se avizinha.

Allyson Bezerra foi alvo da Operação Mederi

Allyson Bezerra com empresário Oseas Monthalggan, sócio da empresa Dismed. Foto: Instagram / Reprodução

Allyson Bezerra foi alvo da Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga suspeitas de irregularidades na área da saúde em Mossoró.

A operação apura possíveis desvios de recursos públicos e fraudes em contratos da Prefeitura de Mossoró com a empresa Dismed. A PF cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do ex-prefeito, quando da deflagração da operação, em um condomínio de luxo em Mossoró.

O esquema foi batizado de “Matemática de Mossoró” pela Polícia Federal. O termo se refere especificamente a um percentual de 15% de propina que seria cobrado da empresa Dismed para facilitar os pagamentos dos contratos de fornecimento de medicamentos firmados com a Prefeitura de Mossoró.

O ex-prefeito e o atual chefe do Executivo de Mossoró, Marcos Medeiros (PSD), segundo as investigações, operavam “o topo do esquema”, além de receber “propina em porcentuais definidos sobre os contratos” com a Dismed.

Álvaro Dias é investigado por uso da máquina nas eleições de 2024

Foto: Divulgação

Já Álvaro Dias é investigado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) por suspeita de liderar um suposto esquema de abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024, em Natal.

De acordo com a investigação, o ex-prefeito teria “orquestrado” o uso da máquina pública municipal para favorecer a eleição do atual prefeito Paulinho Freire (União Brasil) e da vice-prefeita Joanna Guerra (PL), além de beneficiar as candidaturas dos vereadores Daniell Rendall e Irapoã Nóbrega, ambos do Republicanos.

A ação do MPE cita que a “tônica presente na quase totalidade dos depoimentos narrados”, colhidos durante a investigação, era que o ex-prefeito “pediria os cargos comissionados e os empregos de terceirizados caso não houvesse apoio aos seus candidatos”.

O MPE narra que “praticamente, todas as suas secretarias municipais, órgãos e entidades de sua gestão realizaram reuniões com seus subordinados diretos (cargos em comissão e empregados públicos) de cunho político” em favor de vereadores e dos candidatos majoritários apoiados pelo ex-prefeito Álvaro Dias.

“Em verdade, moveu-se a máquina pública administrativa municipal para contactar as lideranças comunitárias visando apoiarem o então candidato ao cargo de Prefeito, Sr. Paulinho Freire, e sua vice, a Sra. Joanna Guerra, em troca de serviços públicos a serem prestados em suas respectivas comunidades, bem assim de empregos (terceirizados) na estrutura da administração pública municipal”, aponta a ação.

“Cobrador de impostos”

Na entrevista, Cadu Xavier também comentou a tentativa dos adversários de associar sua imagem à de um “cobrador de impostos”, pelo fato de ter comandado a Secretaria Estadual da Fazenda. O petista classificou a crítica como superficial e afirmou que os dados da gestão contradizem essa narrativa.

De acordo com ele, durante a gestão da governadora Fátima Bezerra (PT), só houve discussão sobre reposição tributária em um momento específico, após mudanças na legislação federal, através das Leis Complementares 192 e 194, editadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que reduziram significativamente a arrecadação dos estados com o ICMS.

“Durante o governo da professora Fátima, a única vez em que a gente discutiu reposição de imposto foi quando houve aquela redução abrupta da receita dos estados”, explicou.

Ele também destacou que a política econômica do governo priorizou o estímulo à atividade produtiva, citando como exemplo a criação do Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (Proedi), que, segundo ele, foi fundamental para recuperar a competitividade das empresas potiguares e ampliar a geração de empregos formais.

“O estado hoje tem mais cidadãos e cidadãs com carteira assinada do que em programas sociais. Isso não aconteceria sem uma política que deu certo”, afirmou.

Cadu ainda partiu para o ataque ao mencionar diretamente Allyson Bezerra, citando que seu adversário aumentou o IPTU em Mossoró.

“Eles querem colar essa crítica, mas é tão superficial que eu vou ficar muito tranquilo para responder”, disse, acrescentando que se sente “muito confortável” para debater o tema.

Fonte: saibamais.jor.br

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